Querido Padre sofre mal súbito e morre pouco antes de celebrar missa de Páscoa
A morte de um líder religioso em uma data tão simbólica para os cristãos torna a dor ainda mais profunda entre os fiéis. Em um período que representa fé, renovação e esperança, a ausência repentina de alguém tão presente na vida espiritual da comunidade transforma celebração em silêncio, consternação e reflexão.
Foi o que ocorreu com o falecimento do padre Oscar Vasconcelos de Souza Filho, de 72 anos, na manhã do último domingo de Páscoa, 5 de abril, no litoral de São Paulo. O sacerdote passou mal pouco antes de celebrar a missa e precisou ser socorrido às pressas, sendo encaminhado ao pronto-socorro.
Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu a um infarto agudo do miocárdio. Segundo informações divulgadas pela Diocese de Santos, o quadro foi agravado por hipertensão arterial sistêmica. O atendimento ocorreu no Pronto-Socorro de Humaitá, em São Vicente, mas o padre faleceu pouco depois de dar entrada na unidade.
A despedida mobilizou a comunidade local. O corpo foi velado na Paróquia São Francisco de Assis, onde ele atuava como vigário paroquial. Uma missa de corpo presente reuniu fiéis, amigos e membros da Igreja, todos profundamente emocionados.
Na manhã seguinte, uma nova cerimônia foi presidida pelo bispo Dom Joaquim Mol antes do sepultamento no Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos. Em nota publicada nas redes sociais, a paróquia destacou a trajetória marcada pela dedicação ao sacerdócio, pelo compromisso com o serviço pastoral e pelo cuidado constante com a comunidade.
Padre Oscar era reconhecido pela postura acolhedora e pela proximidade com os fiéis. Nascido em Santos, em fevereiro de 1954, foi ordenado sacerdote em 1990, iniciando uma caminhada sólida e respeitada dentro da Igreja Católica.
Ao longo dos anos, exerceu funções como formador, diretor espiritual e confessor, contribuindo para a formação de novos religiosos. Também teve atuação significativa na Diocese de Anápolis, em Goiás, antes de retornar ao litoral paulista, onde seguiu desenvolvendo seu trabalho pastoral.
Nos últimos anos, dedicava-se à missão em Cubatão, sendo amplamente estimado pelos fiéis. Seu retorno à paróquia em 2024 fortaleceu ainda mais os laços com a comunidade, que agora se despede com gratidão pelas orientações espirituais e pelos gestos de carinho ao longo das décadas.
A notícia de sua partida rapidamente se espalhou pelas redes sociais, onde mensagens de pesar e homenagens foram compartilhadas por paroquianos e amigos. Muitos destacaram a serenidade, a escuta atenta e a disponibilidade constante do sacerdote para aconselhar e acolher quem o procurava.
A coincidência de sua morte com o Domingo de Páscoa, data que simboliza a ressurreição e a vida nova para os cristãos, foi mencionada por fiéis como um momento de profunda reflexão sobre fé e esperança. Para muitos, permanece o legado de dedicação e serviço deixado por uma vida inteira voltada à missão pastoral.
Sua ausência deixa uma marca significativa na comunidade, que agora busca conforto na memória de seus ensinamentos e na inspiração de sua trajetória religiosa.