Jovem suspeito de matar namorada de 16 anos fez ligação momentos após o ocorrido

O município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, está em luto e sob forte comoção após a descoberta de um crime ocorrido na última quarta-feira, 8 de abril de 2026. O caso envolve a morte da adolescente Thainá Maria da Silva, de apenas 16 anos, encontrada sem vida em uma residência ao lado do corpo do ex-namorado, de 18 anos.

A ocorrência veio à tona quando o jovem teria ligado para o próprio padrasto confessando ter cometido uma “besteira” e indicando intenção de tirar a própria vida. Ao chegar ao local, o homem encontrou uma cena chocante: o rapaz morto próximo a uma porta lateral e a adolescente caída na cozinha.

De acordo com a investigação inicial da Polícia Civil da Bahia, há indícios de feminicídio seguido de suicídio. A perícia apontou que Thainá apresentava múltiplas lesões, incluindo marcas de facadas, queimaduras e o cabelo cortado, elementos que, segundo especialistas, podem indicar extrema violência e tentativa de humilhação.

A polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido motivado pela não aceitação do término do relacionamento por parte de Cleverton Silva Machado, de 18 anos. Relatos de familiares reforçam que o jovem demonstrava comportamento possessivo e dificuldades em lidar com o fim do namoro.

Segundo a família da vítima, Thainá já havia se afastado do ex-companheiro e chegou a retirar seus pertences da residência dias antes. Ela inclusive participou de um momento familiar recente, o aniversário da mãe, demonstrando estar seguindo sua rotina normalmente antes do ocorrido.

A irmã da adolescente, Nathália, relatou que o comportamento do suspeito era marcado por ciúmes excessivos e falas controladoras, afirmando que ele dizia que Thainá “não pertenceria a mais ninguém”. Esses relatos estão sendo considerados no andamento das investigações.

Outro ponto levantado pela polícia é o depoimento de vizinhos, que afirmaram ter ouvido discussões em outras ocasiões, mas não acionaram as autoridades. Esse detalhe agora também faz parte da apuração sobre o contexto do crime.

O corpo da adolescente foi sepultado na quinta-feira, 9 de abril, em meio a forte comoção da comunidade local. Amigos, familiares e moradores prestaram homenagens, destacando a juventude e a vida interrompida precocemente.

Enquanto isso, a Polícia Civil segue investigando todos os elementos do caso para esclarecer a dinâmica completa dos fatos e confirmar oficialmente a motivação. O episódio deixou a cidade profundamente abalada e reacendeu debates sobre violência em relacionamentos entre jovens e sinais de alerta que muitas vezes passam despercebidos.