Laudo diz qual será o futuro de mulher que teve orelha arrancada por mordida de ex em SP
O laudo médico revelou novos detalhes sobre a agressão sofrida por uma mulher que teve parte da orelha arrancada pelo ex-companheiro.
O documento, emitido pela Santa Casa de Piracaia, classificou a lesão como gravíssima, destacando que houve deformidade permanente. A conclusão reforça o impacto físico e psicológico causado pelo ataque ocorrido no último fim de semana.
A agressão aconteceu em um restaurante e foi registrada por câmeras de segurança. As imagens mostram o momento em que a vítima aguardava atendimento no balcão quando foi surpreendida por trás pelo então companheiro, Wendel Alexander de Oliveira Poloni. Ele puxou o cabelo da mulher e arrancou parte da orelha direita dela com uma mordida.
Segundo informações apuradas, a motivação alegada teria sido uma discussão considerada banal, envolvendo o tempo que a mulher teria permanecido no banheiro. A desproporcionalidade da reação agravou ainda mais a repercussão do caso.
Após o ataque, a vítima foi socorrida rapidamente e levou o fragmento da orelha ao hospital na tentativa de possibilitar a reconstrução. No entanto, os médicos constataram que o reimplante não era viável. Foram necessários sete pontos para suturar a região afetada, mas o dano foi considerado irreversível.
Com a confirmação da deformidade permanente, o enquadramento jurídico ganhou maior gravidade. Wendel foi preso em flagrante no domingo, 19 de abril de 2026, mas acabou liberado no mesmo dia após passar por audiência de custódia.
Na quarta-feira, 22 de abril, diante da repercussão do caso e da conclusão do laudo médico, a Justiça decretou a prisão preventiva do acusado, que voltou a ser detido. O processo tramita sob segredo de Justiça.
O caso está sendo tratado com base na Lei Maria da Penha, sendo enquadrado como violência doméstica e lesão corporal qualificada. A defesa do investigado sustenta que medidas cautelares alternativas seriam suficientes, enquanto autoridades e parte da sociedade discutem a efetividade das decisões tomadas em audiências de custódia.
A vítima, que manteve um relacionamento de aproximadamente seis anos com o agressor, agora enfrenta não apenas a recuperação física, mas também o impacto emocional do trauma. O laudo médico reforça que as marcas deixadas pelo ataque são permanentes, ampliando a dimensão da violência sofrida.