Jovem universitária perde a vida após acidente durante racha; namorado que dirigia fugiu

O caso aconteceu na madrugada da última terça-feira, 21 de abril, e reacendeu o alerta sobre os perigos das corridas ilegais nas vias públicas. A prática conhecida como “racha” é considerada uma das condutas mais arriscadas no trânsito, pois envolve alta velocidade, imprudência e, muitas vezes, o consumo de álcool, colocando em risco não apenas os motoristas, mas também passageiros e pessoas que não têm qualquer relação com a disputa.

Foi nesse contexto que a universitária Sara Gimenes Torres, de 22 anos, perdeu a vida na Rodovia Leste-Oeste, na altura do bairro Castelo Branco, em Cariacica, na Grande Vitória. Ela estava no banco do passageiro de um veículo conduzido pelo namorado no momento do acidente.

De acordo com informações preliminares, o carro participava de uma disputa de velocidade quando o motorista decidiu acelerar para alcançar outro veículo que seguia à frente. Durante a tentativa, um dos pneus teria estourado, provocando a perda de controle da direção.

O automóvel capotou e foi parar em uma valeta de drenagem no canteiro central da rodovia, atingindo também um poste de iluminação. Com o impacto, Sara ficou presa às ferragens e precisou ser resgatada por equipes de socorro.

Ela foi encaminhada ao Hospital Estadual de Urgência e Emergência, mas não resistiu aos ferimentos. Uma amiga que estava no banco traseiro sofreu apenas ferimentos leves. Segundo relato, ela não conhecia o motorista e havia encontrado o casal naquele mesmo dia.

Dentro do veículo, foram encontradas garrafas de bebida alcoólica vazias, informação que passou a integrar a investigação. Após o acidente, o condutor deixou o local sem prestar socorro à vítima.

Posteriormente, ele teria entrado em contato com familiares de Sara, relatando arrependimento. O caso está sendo apurado pela Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito, que busca esclarecer todos os detalhes e eventuais responsabilidades criminais.

Natural de Muniz Freire e moradora de Vila Velha, Sara conciliava os estudos com o trabalho em uma concessionária. Amigos e familiares lamentaram a perda precoce da jovem, descrita como dedicada e cheia de planos.

O episódio reforça o alerta sobre os riscos do racha, prática ilegal que transforma vias públicas em cenários de extremo perigo. Além de configurar crime de trânsito, esse tipo de conduta pode resultar em consequências irreversíveis, interrompendo vidas e deixando marcas profundas em diversas famílias.