Homem faz viagem de quase 2 mil km da BA ao PA para matar a ex após fazer descoberta

O homem realizou uma viagem de longa distância até o Paraná com o objetivo de atacar a ex-namorada, e os detalhes da motivação e do planejamento foram revelados pelas investigações, chamando atenção pela gravidade do caso.

O crime aconteceu no Oeste do Paraná e vitimou Thainara Cavalcante, de 28 anos, que foi encontrada morta dentro da própria residência em Terra Roxa, na madrugada de quinta-feira, 14 de maio de 2026.

O suspeito, identificado como Natan de Souza Brito, também de 28 anos, teria percorrido cerca de 2 mil quilômetros desde Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, motivado pela não aceitação do fim do relacionamento, encerrado meses antes.

De acordo com a Polícia Civil, o caso apresenta indícios de planejamento. As investigações apontam que o suspeito teria utilizado acesso às redes sociais da vítima para monitorar sua rotina e descobrir informações pessoais, o que teria contribuído para a execução do crime.

Ainda segundo os investigadores, o homem teria usado uma chave antiga que ainda possuía do período em que o casal conviveu para entrar na residência, invadindo o imóvel durante a madrugada e surpreendendo a vítima.

Após o ataque, o suspeito deixou o local e posteriormente se apresentou em uma delegacia na cidade de Toledo, onde acabou sendo preso em flagrante por feminicídio. Ele permanece à disposição da Justiça enquanto o inquérito segue em andamento.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Paraná, que busca esclarecer todos os detalhes da dinâmica do crime, incluindo a linha do tempo da viagem e os movimentos do suspeito antes e depois da invasão.

A morte de Thainara gerou forte comoção em Terra Roxa e reacendeu debates sobre violência contra a mulher, especialmente em situações de separação recente, período em que especialistas apontam maior risco de agressões motivadas por controle e inconformismo.

As autoridades reforçam a importância de medidas de proteção, como denúncias prévias em casos de perseguição, ameaças ou comportamento obsessivo, além do uso de mecanismos legais que podem ser acionados para garantir o afastamento de agressores.

Organizações de apoio às mulheres também destacam a necessidade de fortalecimento das redes de acolhimento e da resposta rápida das instituições de segurança, como forma de evitar que casos semelhantes evoluam para desfechos fatais.