Homem mata ex-esposa ao jogar carreta contra a van que ela dirigia

O caso chocou moradores de uma cidade no interior do Paraná.

Situações de violência contra a mulher seguem gerando preocupação em todo o país, especialmente quando envolvem vítimas que já haviam buscado algum tipo de proteção das autoridades. Mesmo com medidas judiciais em vigor, muitas mulheres ainda enfrentam ameaças e riscos após o fim de relacionamentos.

No Paraná, um novo caso comoveu a população e reacendeu o debate sobre a efetividade das medidas protetivas e o enfrentamento ao feminicídio.

Marilete da Silva, de 38 anos, morreu após a van que conduzia ser atingida por uma carreta no município de Tupãssi, no Oeste do estado. De acordo com a Polícia Militar, o veículo de carga era dirigido pelo ex-marido da vítima, Gilmar Antonio Frese, de 68 anos.

As investigações indicam que a colisão pode ter sido provocada de forma intencional, ocorrendo apenas 38 dias depois de Marilete ter obtido uma medida protetiva contra o ex-companheiro. O acidente aconteceu na quinta-feira (14), enquanto ela retornava do trabalho.

Marilete trabalhava com entregas de marmitas e não resistiu aos ferimentos, morrendo ainda no local. Imagens feitas após a colisão mostram o suspeito caminhando com dificuldade às margens da rodovia. Segundo a polícia, ele apresentava sinais de embriaguez e sofreu ferimentos leves.

Ainda conforme a Polícia Militar, o homem teria confessado ter provocado a batida de forma deliberada. Ele recebeu atendimento médico e, em seguida, foi preso em flagrante, sendo encaminhado à delegacia da Polícia Civil, onde o caso passou a ser investigado como feminicídio.

Informações apuradas pela imprensa local apontam que o casal havia se separado há alguns meses, após cerca de 13 anos de relacionamento. Eles tinham uma filha de 11 anos.

A polícia também confirmou registros anteriores de ameaças e perseguições contra Marilete antes da concessão da medida protetiva. A morte gerou forte comoção na cidade e nas redes sociais, com manifestações de pesar e homenagens à vítima por parte de familiares, amigos e moradores.

O episódio reacendeu discussões sobre a necessidade de reforçar os mecanismos de proteção às mulheres em situação de vulnerabilidade, além de políticas mais eficazes de prevenção à violência doméstica.

O suspeito segue preso e à disposição da Justiça, enquanto as autoridades continuam reunindo elementos para concluir o inquérito.