Valor investido em procedimento estético que tirou a vida de maquiadora em SP é divulgado
A Polícia Civil de São Paulo investiga como morte suspeita o falecimento da maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, ocorrido nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, após a realização de um procedimento estético de remodelação corporal.
De acordo com as informações iniciais, Roseli havia pago R$ 54.410, via Pix e à vista, para a aplicação de 300 ml de polimetilmetacrilato (PMMA) nos glúteos e na parte posterior das coxas. Um procedimento complementar nos quadríceps estava previsto, mas não chegou a ser realizado.
A intervenção foi feita na segunda-feira, 25 de maio, em uma sala comercial localizada no bairro do Brooklin, em São Paulo, pela médica Tábita Nunes Marcolino Jorge, de 36 anos. Ela possui pós-graduação em dermatologia, mas não residência médica na especialidade.
Na manhã seguinte ao procedimento, menos de 24 horas depois, a maquiadora começou a apresentar sinais de mal-estar, relatando sintomas como coração acelerado e sensação de chiado no peito. Diante da situação, foi orientada a retornar ao local para nova avaliação médica.
Durante o deslocamento em um carro de aplicativo, Roseli passou mal, perdeu a consciência e acabou sofrendo uma parada cardiorrespiratória já na entrada do edifício comercial. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foram acionadas e realizaram manobras de reanimação, mas o óbito foi confirmado no local.
A médica responsável declarou em depoimento que a aplicação ocorreu sem intercorrências e que a quantidade de substância utilizada estaria dentro dos parâmetros permitidos. No entanto, o caso levantou questionamentos devido ao uso do PMMA, material cuja aplicação estética é amplamente debatida por órgãos de saúde.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autoriza o uso do PMMA apenas para finalidades reparadoras, como em casos específicos de reconstrução corporal, enquanto entidades médicas alertam para riscos quando a substância é utilizada em procedimentos estéticos com fins exclusivamente estéticos.
A defesa da profissional afirma que a causa da morte ainda será esclarecida por meio de exames periciais do Instituto Médico Legal, que deverão indicar se houve ou não relação direta entre o procedimento e o óbito.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias da aplicação, a estrutura do local onde foi realizada a intervenção e a qualificação técnica envolvida no procedimento.
