Polícia confirma prisão de mãe e padrasto foragidos há dois anos por morte de criança de 2 anos no Rio
Mãe e padrasto de menino morto em 2024 são presos após meses foragidos no Rio de Janeiro
Após mais de oito meses sendo considerados foragidos da Justiça, a mãe e o padrasto de Kaleb Gabriel da Cruz Lisboa, de apenas 2 anos, foram localizados e presos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. O casal era procurado desde outubro de 2024, quando tiveram a prisão decretada no âmbito das investigações que apuram a morte da criança.
O caso, que causou forte repercussão e indignação na época, voltou a ganhar destaque com a captura dos suspeitos. Kaleb morreu em julho de 2024, após dar entrada em uma unidade de saúde com graves lesões internas. Desde então, as circunstâncias que cercam sua morte vêm sendo investigadas pelas autoridades.
De acordo com a Polícia Civil, Aline Júlia da Cruz Conceição e Matheus Pereira Rufino Isidoro foram encontrados em Itaguaí, na Baixada Fluminense. A localização do casal foi possível graças a um trabalho de inteligência policial desenvolvido durante outra investigação, relacionada à comercialização de celulares roubados e furtados na região de Bangu.
Segundo informações divulgadas pela 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), o nome de Matheus surgiu durante as apurações desse inquérito paralelo. A partir das informações reunidas pelos investigadores, os agentes conseguiram identificar o local onde os dois estariam escondidos.
Por se tratar de uma área considerada de difícil acesso e com movimentação que poderia comprometer a operação, os policiais optaram por utilizar estratégias discretas para evitar que os suspeitos percebessem a aproximação das equipes. A ação resultou na prisão do casal sem maiores incidentes.
A morte de Kaleb ocorreu em julho de 2024 e, inicialmente, a versão apresentada pelos responsáveis foi a de que a criança teria sofrido uma queda da cama. No entanto, essa explicação passou a ser questionada após a divulgação dos resultados dos exames periciais realizados pelo Instituto Médico-Legal.
Os laudos apontaram que os ferimentos encontrados no corpo do menino eram incompatíveis com uma simples queda doméstica. Conforme registrado na declaração de óbito, a causa da morte foi traumatismo abdominal, acompanhado de lesão pancreática, pancreatite necro-hemorrágica e peritonite provocadas por ação contundente.
As conclusões periciais reforçaram as suspeitas dos investigadores e se tornaram peças fundamentais para o avanço das investigações. A partir dos resultados, a Polícia Civil passou a trabalhar com a hipótese de que a criança tenha sido vítima de agressões antes de morrer.
Em entrevistas concedidas após a morte do menino, Aline chegou a afirmar que uma suposta falha no atendimento médico teria contribuído para o desfecho trágico. Já Matheus manteve a versão inicial, alegando que possuía uma boa relação com a criança e que os ferimentos teriam sido consequência da queda relatada.
Mesmo diante das acusações e das provas reunidas ao longo da investigação, os dois continuaram negando qualquer participação na morte de Kaleb. Agora, com a prisão efetuada, a expectativa é que novas etapas do processo contribuam para esclarecer todos os detalhes do caso e definir as responsabilidades de cada envolvido.
A captura do casal representa um avanço importante para a investigação, que segue em andamento sob responsabilidade da Polícia Civil. Os investigadores ainda analisam documentos, depoimentos e demais elementos que possam ajudar a reconstruir os acontecimentos que antecederam a morte da criança.
Enquanto o processo avança, familiares e pessoas que acompanharam o caso aguardam que a Justiça esclareça definitivamente o que aconteceu com Kaleb. A prisão dos suspeitos marca um novo capítulo em uma investigação que continua mobilizando autoridades e despertando atenção da sociedade devido à gravidade das circunstâncias envolvidas.
