Velório de mãe que foi morta em ataque do próprio filho é marcado por muita comoção
O caso segue sob investigação das autoridades locais.
A despedida de Jussara Maria Rodrigues da Cruz foi marcada por forte comoção e homenagens de familiares e amigos nesta terça-feira (23), em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais.
Pessoas próximas lembraram a vítima como uma mulher dedicada à família, conhecida pelo jeito acolhedor e pela disposição em ajudar quem precisava. O episódio teve grande repercussão na capital mineira e abriu espaço para debates sobre saúde mental e os desafios enfrentados por famílias que convivem com transtornos psiquiátricos.
Especialistas ressaltam que o acompanhamento adequado, aliado ao suporte contínuo de profissionais de saúde, é essencial para reduzir situações de risco e oferecer melhores condições tanto para pacientes quanto para seus familiares.
Durante o velório, Carlos Murilo, irmão de Jussara, relatou os últimos dias antes do ocorrido. Segundo ele, o sobrinho, de 27 anos, já apresentava comportamentos considerados fora do habitual, o que chamou a atenção da família.
O familiar afirmou que o jovem demonstrava mudanças significativas de comportamento, o que gerou preocupação entre aqueles que conviviam com ele. Mesmo diante da dor da perda, ele destacou a necessidade de que o sobrinho receba tratamento adequado.
Em seu depoimento, descreveu o jovem como alguém inteligente, carinhoso e querido pela família, ressaltando que o quadro de saúde teria tido influência direta nos acontecimentos.
De acordo com informações preliminares da Polícia Militar de Minas Gerais, o suspeito possui diagnóstico de esquizofrenia. As investigações também apontam a existência de desentendimentos familiares relacionados à moradia compartilhada por mãe e filho.
Vizinhos relataram episódios anteriores de discussão, o que já havia gerado preocupação na comunidade. Na madrugada do ocorrido, moradores acionaram a polícia após ouvirem uma briga dentro do imóvel.
Mãe que foi decapitada pelo próprio filho em BH é velada, sob forte comoção
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📹Amanda Antunes | Itatiaia
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Familiares também relataram que, semanas antes, já havia ocorrido uma situação que evidenciava dificuldades na convivência. Na ocasião, Jussara teria sido retirada de casa durante uma discussão, mas optou por não adotar medidas mais rígidas contra o filho.
Segundo o irmão, essa atitude refletia o comportamento dela, sempre voltado ao cuidado e à proteção da família. Descrita como trabalhadora, comunicativa e muito dedicada aos filhos, Jussara deixa lembranças de afeto e carinho entre parentes e amigos.
O caso reforça a importância da atenção aos sinais de agravamento de transtornos mentais e da busca por acompanhamento especializado, especialmente em contextos familiares que envolvem convivência diária com pacientes em sofrimento psíquico.
Também evidencia a necessidade de fortalecimento das redes de apoio e dos serviços de saúde mental, que desempenham papel fundamental na prevenção de crises e no suporte às famílias.
Por fim, especialistas destacam que a identificação precoce de mudanças comportamentais e a intervenção adequada podem ser decisivas para evitar desfechos trágicos e garantir mais segurança e cuidado no ambiente familiar.
