Bibi Perigosa da vida real é morta dentro da cadeia; polícia investiga

**Morte de “Bibi Perigosa” dentro de penitenciária feminina gera investigação e levanta questionamentos**

A morte da detenta Gabriela Ribeiro Lebarbechon, de apenas 24 anos, encontrada sem vida dentro da Penitenciária Feminina de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, passou a ser alvo de investigação das autoridades e gerou grande repercussão após vir a público nos últimos dias. Conhecida entre amigos e conhecidos pelo apelido de “Bibi Perigosa”, a jovem morreu no interior da unidade prisional no último domingo (22), embora a informação oficial só tenha sido divulgada dois dias depois.

A identidade de Gabriela foi confirmada por familiares e amigos através das redes sociais, onde diversas mensagens de despedida começaram a circular logo após a confirmação da tragédia. Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social (Sejuri), outra mulher que cumpria pena na mesma unidade assumiu ter cometido o homicídio, porém as circunstâncias e a motivação do crime ainda permanecem desconhecidas.

De acordo com a secretaria responsável pela administração do sistema prisional, policiais penais iniciaram imediatamente os protocolos de emergência assim que perceberam a ocorrência dentro da cela. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para prestar socorro à detenta, mas, apesar das tentativas, Gabriela não resistiu e morreu antes mesmo de ser encaminhada a uma unidade hospitalar.

A presa que confessou o assassinato foi conduzida às autoridades competentes, autuada em flagrante pelo crime de homicídio e permanece agora à disposição da Justiça. Paralelamente, investigadores aguardam a conclusão dos exames periciais que deverão apontar detalhes importantes sobre a dinâmica da morte e ajudar a esclarecer exatamente como o crime aconteceu dentro do presídio.

Natural da cidade de Orleans, também localizada no Sul catarinense, Gabriela era conhecida popularmente pelo apelido de “Bibi Perigosa”, referência direta à personagem interpretada por Juliana Paes na novela A Força do Querer. Na trama, a personagem abandona uma vida aparentemente comum e mergulha no universo do crime, fato que acabou inspirando o apelido atribuído à jovem.

Até o momento, a Sejuri não revelou qual era o crime pelo qual Gabriela cumpria pena. Também não foram divulgadas informações sobre a relação existente entre a vítima e a autora confessa do homicídio, tampouco detalhes sobre eventuais desentendimentos ou conflitos anteriores registrados dentro da unidade prisional.

Após a confirmação oficial da morte, familiares realizaram o velório na capela do Cemitério de Orleans, em uma despedida marcada por emoção e consternação entre amigos e parentes próximos. O sepultamento aconteceu na última terça-feira (24), encerrando um capítulo trágico que ainda levanta muitas perguntas sem respostas.

O caso reacende discussões importantes sobre a segurança dentro do sistema penitenciário brasileiro, especialmente em unidades femininas, onde episódios de violência interna muitas vezes permanecem cercados de poucas informações e investigações que podem levar meses até serem concluídas.

Especialistas em segurança pública destacam que crimes cometidos dentro de presídios frequentemente envolvem conflitos anteriores, disputas internas, facções criminosas ou desentendimentos pessoais acumulados durante a convivência diária dentro das celas, fatores que normalmente exigem investigação minuciosa para reconstruir o que realmente aconteceu.

Enquanto familiares tentam lidar com o impacto da perda, a Polícia Civil continua trabalhando para esclarecer todos os detalhes do caso e determinar o que levou ao assassinato de Gabriela dentro da penitenciária. A morte da jovem, cercada por mistério, agora se transforma em mais um caso que expõe a complexa realidade vivida no sistema prisional brasileiro.