Suspeito de matar casal em Ceilândia foi preso horas após o crime, diz polícia

João Victor Rodrigues Alves de Oliveira, de 22 anos, é suspeito de matar Alan Tons, de 26, e Larissa Rodrigues, de 23, no Distrito Federal. Segundo a Polícia Civil, o investigado teria passado a ameaçar Alan depois que ele interveio para defender a companheira do suspeito de episódios de violência doméstica. O jovem foi preso em flagrante no domingo (11), poucas horas após o crime.

O casal foi encontrado morto dentro da própria residência, em Ceilândia, no Distrito Federal. De acordo com informações da Polícia Militar, testemunhas relataram ter ouvido diversos disparos de arma de fogo durante a madrugada, por volta das 2h30. O caso mobilizou as forças de segurança e deu início a uma investigação para esclarecer as circunstâncias das mortes.

A prisão ocorreu no mesmo dia em que os corpos foram encontrados. Conforme a Polícia Civil, João Victor passou a ser considerado suspeito devido ao histórico de desavenças com as vítimas. As investigações apontam que os conflitos teriam começado após Alan defender a companheira do investigado, que, segundo relatos, sofria violência doméstica.

Ao tomar conhecimento de que estava sendo procurado pela polícia, João Victor compareceu a uma delegacia. Durante os esclarecimentos, os investigadores identificaram contradições entre as declarações apresentadas por ele e os relatos das testemunhas. Diante dos elementos reunidos, a polícia efetuou a prisão em flagrante. O caso está sob responsabilidade da 15ª Delegacia de Polícia.

Investigações apontam histórico de conflitos

Para esclarecer a dinâmica do crime e identificar o possível responsável, a Polícia Civil ouviu mais de oito testemunhas e analisou imagens de câmeras de segurança, conversas e outras informações consideradas relevantes para a investigação.

Poucas horas após o início das diligências, os policiais identificaram que João Victor, vizinho do casal, possuía um histórico de conflitos com Alan. A partir dessa informação, os investigadores passaram a apurar se as desavenças anteriores poderiam estar relacionadas ao assassinato das duas vítimas.

Segundo a Polícia Civil, os depoimentos indicaram que Alan havia intervindo anteriormente para proteger a companheira do investigado, que enfrentava episódios de violência doméstica. A atitude teria provocado desentendimentos entre os dois e, posteriormente, ameaças contra a vítima.

“Segundo os depoimentos, a vítima havia intervindo anteriormente para defender a companheira do investigado, que sofria episódios de violência doméstica”, informou a polícia.

Ainda conforme as autoridades, João Victor já havia sido preso em flagrante em duas ocasiões, nos meses de março e setembro daquele ano, por crimes praticados contra a companheira. Ele também era investigado por possível descumprimento de uma medida protetiva de urgência.

Em setembro, testemunhas relataram que o suspeito teria ameaçado Alan de morte e entrado na residência dele portando uma arma de fogo. Os relatos passaram a integrar o conjunto de informações analisadas pelos investigadores para compreender a escalada de conflitos entre os envolvidos.

Diante da gravidade das ameaças, Alan teria decidido deixar o imóvel e passar a morar com familiares, como forma de se afastar da situação de risco. Posteriormente, ele retornou à residência após saber que João Victor havia sido preso e que, naquele momento, não estaria mais morando no local.

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil continua reunindo e examinando os elementos disponíveis para esclarecer como o crime aconteceu, verificar a possível participação do investigado e estabelecer a sequência dos acontecimentos que antecederam as mortes. Os depoimentos, as imagens de segurança e as demais informações coletadas podem contribuir para a reconstrução da dinâmica do caso.

O histórico de ameaças e os conflitos anteriores entre o suspeito e Alan são considerados pontos relevantes para a apuração, mas precisam ser avaliados em conjunto com as demais provas. A investigação também busca esclarecer as circunstâncias em que Alan e Larissa foram mortos dentro da residência.

O caso segue sob investigação da 15ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal. A apuração deverá reunir os elementos necessários para esclarecer as responsabilidades criminais, respeitando os procedimentos legais e o direito à presunção de inocência do investigado.

Fonte: informações divulgadas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil do Distrito Federal e reportagem do g1.