Idoso que ficou 12 horas preso em ribanceira foi salvo após atitude simples
Idoso sobrevive 12 horas preso em carro após acidente em ribanceira na PR-170, em Apucarana
Às vezes, atitudes simples podem ser decisivas para a sobrevivência. Foi exatamente o que salvou Luiz Antonio Favaretto, de 64 anos, depois de um acidente que o deixou preso por 12 horas dentro do carro, em uma ribanceira da PR-170, em Apucarana, no Paraná.
O acidente ocorreu na tarde de sexta-feira, dia 9 de janeiro, quando Luiz saiu de casa para ir ao mercado e comprar plantas para o aniversário da cunhada. Ele havia avisado à esposa por mensagem, mas esqueceu o celular e a carteira antes de sair.
Durante o trajeto, segundo relato da família, Luiz foi “fechado” por um caminhão, perdeu o controle do veículo e despencou pela ribanceira. O carro não caiu completamente graças a árvores que amorteceram a queda, mas Luiz ficou preso entre os galhos, com ferimentos no quadril e no ombro, sem conseguir se comunicar.
Durante toda a noite, a família buscou por ele em ruas e rodovias próximas, sem sucesso. Na manhã seguinte, um pedestre que passava pela rodovia ouviu os gritos de Luiz e correu para ajudá-lo, emprestando um celular para que ele pedisse socorro.
Equipes da CCR Rodonorte e do Corpo de Bombeiros foram acionadas e conseguiram retirá-lo com segurança. Segundo os bombeiros, a localização do veículo foi dificultada pelo fato de ele ter ficado parcialmente escondido entre árvores.
Apesar do susto, Luiz se recupera bem no Hospital da Providência, em Apucarana. O caso reforça que, em situações extremas, o instinto e pequenas ações podem fazer toda a diferença entre o desespero e a sobrevivência.
Especialistas em segurança rodoviária destacam que acidentes em trechos com curvas e ribanceiras exigem atenção redobrada, velocidade compatível e, sempre que possível, o uso de equipamentos de segurança adicionais, como cintos e airbags.
O episódio também evidencia a importância da comunicação em emergências: mesmo sem celular, o grito por ajuda foi crucial para salvar a vida do idoso. Pequenos gestos, muitas vezes instintivos, podem ter impacto vital.
Para a família de Luiz, a experiência reforça o valor da paciência e da esperança. A busca contínua durante a noite e a intervenção rápida do pedestre se somaram a um conjunto de fatores que transformaram uma tragédia potencial em um caso de sobrevivência notável.