Mistério na Casa Caída: cães farejadores revelam novo ponto-chave no desaparecimento das crianças em Bacabal
Busca por crianças desaparecidas em Bacabal ganha nova pista com “Casa Caída”
As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, continuam mobilizando autoridades e a população do Maranhão, chamando atenção nacional. As crianças desapareceram no dia 4 de janeiro, na zona rural de Bacabal, acompanhadas do primo Anderson Kauã, de 8 anos — o único que foi encontrado com vida.
O garoto forneceu detalhes importantes que levaram as equipes de resgate a uma nova pista: uma casa abandonada conhecida pelos moradores como “Casa Caída”, localizada no povoado São Raimundo.
De acordo com as autoridades, cães farejadores confirmaram que os três primos estiveram na construção. Anderson reconheceu o local após seu resgate e relatou que, em uma das noites, chegou à casa com os primos e depois saiu em busca de ajuda, deixando-os lá. O trajeto indicado pelo garoto foi acompanhado pelos cães, reforçando a importância do local nas investigações.

A operação de busca ganhou novas dimensões após essa confirmação. Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Exército e voluntários, somando mais de 500 pessoas, se dividem entre mata, trilhas e áreas alagadas. Um lago próximo à casa, com cerca de 300 metros quadrados, também está sendo vasculhado com auxílio de mergulhadores. Segundo o secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, a varredura no lago e nos arredores deve durar até três dias e só será encerrada após o mapeamento completo do terreno.
Além das buscas físicas, a Polícia Civil e o Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes estão ouvindo familiares e analisando informações fornecidas por Anderson. Aplicativos de geolocalização ajudam a monitorar as rotas das equipes, garantindo segurança e organização na área, que apresenta vegetação densa e possíveis armadilhas de caçadores.
A confirmação de que as crianças estiveram na “Casa Caída” traz novo fôlego às buscas e ajuda na determinação dos próximos passos da operação, aumentando a esperança de que Ágatha e Allan sejam encontrados com vida.
Especialistas destacam que o mapeamento detalhado do terreno, aliado ao uso de cães farejadores e tecnologias de geolocalização, é essencial para não deixar nenhum ponto sem investigação, principalmente em áreas de difícil acesso e com vegetação fechada.
A comunidade local também se mobiliza, oferecendo informações e auxiliando nas buscas, o que tem sido crucial para a ampliação das operações. Voluntários seguem colaborando com alimentação, transporte e logística para as equipes de resgate.
Enquanto as operações continuam, a família mantém a fé no reencontro e reforça a importância da cooperação de todos que possam fornecer pistas sobre o paradeiro das crianças, reforçando a esperança de um desfecho positivo.