Corpo de bebê foi encontrado durante Réveillon às margens de rio no Maranhão e outra morte foi confirmada
O corpo de uma bebê foi encontrado durante a virada do ano às margens de um rio, encerrando a celebração de forma trágica.
A zona rural de Buriticupu, a 395 km de São Luís, foi palco de uma tragédia familiar na última quinta-feira (1º), durante as comemorações do Ano Novo. O corpo da bebê Mavie Louise Andrade Silva, de apenas 11 meses, foi localizado submerso e parcialmente oculto sob a vegetação às margens do Rio Buritizinho.
Segundo informações da Polícia Civil do Maranhão, a criança apresentava sinais claros de violência, incluindo uma perfuração no pescoço causada por uma arma branca. A investigação aponta o tio da menina, Antônio José dos Santos Silva, como o principal suspeito do assassinato, com indícios reforçados por relatos de testemunhas que o viram saindo das águas do rio com roupas molhadas pouco antes do corpo ser encontrado.
Diante da situação, o pai da bebê, Nairon Abreu Silva, reagiu e matou o suspeito com golpes de picareta ainda no local. A atitude do pai foi interpretada como uma reação extrema de dor ao tomar conhecimento da morte da filha. Após o ocorrido, a Polícia Militar foi acionada e encontrou os corpos da bebê e do tio, mas Nairon permanece em local incerto, enquanto equipes policiais realizam buscas para localizá-lo e dar continuidade ao inquérito.
Embora duas testemunhas tenham prestado depoimentos iniciais às autoridades, a motivação para o crime contra a bebê ainda não foi esclarecida. Mais detalhes devem ser divulgados à medida que as investigações avançam.
Especialistas em proteção infantil ressaltam que casos como este evidenciam a necessidade de atenção redobrada às relações familiares e sinais de conflito, bem como a importância de políticas públicas que previnam violência contra crianças. O acompanhamento de crianças em ambientes de risco é fundamental para evitar tragédias.
Além disso, o episódio traz à tona a urgência de programas de conscientização sobre violência doméstica e abuso infantil, capacitando vizinhos, familiares e profissionais da saúde a identificar comportamentos suspeitos e agir rapidamente em defesa de crianças vulneráveis.
O impacto de uma tragédia dessa magnitude atinge não apenas a família direta, mas toda a comunidade local, que se vê confrontada com o sofrimento e a perda. Casos como este reforçam a necessidade de apoio psicológico às vítimas indiretas e de medidas preventivas que busquem proteger crianças em todos os lares.
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