Identificados os técnicos de enfermagem acusados de matar pacientes da UTI no DF; entenda o caso

Os crimes foram descobertos a partir de uma apuração interna do próprio hospital. Na última segunda-feira (19/01), veio a público a investigação envolvendo três técnicos de enfermagem suspeitos de cometer homicídios em série no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). Segundo as autoridades, eles teriam atuado de forma intencional para provocar a morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Os três suspeitos foram presos pela Polícia Civil do Distrito Federal, e o caso é tratado como uma série de homicídios. As vítimas identificadas até o momento são a professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos; o servidor dos Correios Marcos Moreira, de 33 anos; e o servidor da Caesb João Clemente Pereira, de 63 anos.

A investigação teve início após o hospital identificar “circunstâncias atípicas” envolvendo a atuação dos técnicos de enfermagem no ambiente da UTI. De acordo com a polícia, a instituição instaurou uma investigação administrativa por iniciativa própria e, diante das conclusões preliminares, acionou as autoridades policiais.

Com base nas informações apresentadas pelo hospital, a Polícia Civil abriu inquérito e efetuou a prisão dos três investigados. A motivação dos crimes ainda é desconhecida e segue sendo apurada.

O delegado responsável pelo caso, Wisllei Salomão, detalhou o modo de atuação do grupo. Em um dos episódios, segundo ele, um dos suspeitos teria aspirado um desinfetante com uma seringa e aplicado a substância no paciente ao menos dez vezes.

Inicialmente, os investigados negaram os crimes durante depoimento, afirmando que apenas administravam medicamentos prescritos pelos médicos. No entanto, a versão mudou após a apresentação das provas reunidas pela polícia.

Ainda segundo o delegado, ao serem confrontados, os suspeitos não demonstraram qualquer comoção e acabaram confessando os homicídios de forma fria. Nenhum deles apresentou justificativa ou motivação para os atos.

Com a repercussão do caso, os nomes dos suspeitos foram divulgados: Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.