Terminam as buscas por arquiteta que estava desaparecida desde outubro em SP

O desaparecimento da arquiteta Fernanda Silveira de Andrade, de 29 anos, terminou de forma trágica neste final de semana com a localização de seu corpo na zona sul de São Paulo. Fernanda estava desaparecida desde outubro de 2025, e o paradeiro de seus restos mortais só foi revelado após a prisão de seu ex-namorado, principal suspeito do crime.

A captura ocorreu no bairro de Marsilac, quando policiais militares do 27º Batalhão encontraram o homem em posse de um revólver calibre 38 com numeração suprimida e munições. Durante o interrogatório preliminar, ele confessou não apenas o homicídio, mas também a ocultação do cadáver, indicando o local em uma área de mata fechada em Parelheiros, próximo à Avenida Sérgio Landulfo Furtado.

Investigações apontam para um histórico de violência doméstica, já registrado pela vítima em dois boletins de ocorrência, incluindo uma tentativa de homicídio por esfaqueamento em março de 2025. O agressor também possuía antecedentes criminais, com passagens por tráfico de drogas na adolescência. A área isolada em Parelheiros permitiu que a perícia realizasse os trabalhos necessários antes da remoção do corpo.

O caso foi encaminhado ao 101º Distrito Policial e segue sob os cuidados da Polícia Civil, que trabalha para consolidar a confissão do suspeito com as evidências encontradas no local. A tragédia reacende o debate sobre a eficácia das medidas protetivas e a importância de um acompanhamento rigoroso em casos de ameaça reincidente.

Especialistas em segurança destacam que o monitoramento constante de vítimas de violência doméstica, aliado a protocolos de denúncia e apoio psicológico, é fundamental para prevenir desfechos fatais, especialmente quando há sinais claros de risco.

Além disso, a sociedade e as autoridades são lembradas da necessidade de campanhas de conscientização sobre violência doméstica, mostrando que sinais de perigo não devem ser ignorados e que o acesso a linhas de apoio, como a Central de Atendimento à Mulher – 180, pode ser crucial.

O caso de Fernanda também evidencia a importância de políticas públicas mais rigorosas, que integrem forças de segurança, assistência social e judiciário, garantindo que medidas protetivas sejam efetivas e capazes de proteger vítimas antes que tragédias ocorram.