Termina de maneira trágica buscas por idoso de 71 anos desaparecido

A dor de receber a notícia da morte de um familiar é difícil de ser traduzida em palavras, especialmente quando ela vem após dias de esperança, buscas intensas e orações. Para famílias que enfrentam o desaparecimento de um ente querido, cada hora é marcada por angústia, incerteza e expectativa por um desfecho diferente.

Quando a confirmação chega, o sentimento é de vazio profundo, misturado à impotência diante de uma realidade que ninguém gostaria de enfrentar. O silêncio que se instala substitui a ansiedade dos dias anteriores, dando lugar ao luto e à saudade.

Foi dessa forma dolorosa que terminou a procura por José Cláudio Cardoso Stampini, de 71 anos, carinhosamente conhecido como Seu Zé, no município de Coimbra, na Zona da Mata mineira.

Após mais de uma semana desaparecido, o idoso foi encontrado sem vida na manhã desta quarta-feira, dia 28 de janeiro, em uma área de mata da cidade. A confirmação foi feita pelo Corpo de Bombeiros, que esteve diretamente envolvido nas buscas, embora detalhes sobre o local exato e as circunstâncias da morte não tenham sido divulgados.

Seu Zé havia sido visto pela última vez na terça-feira, dia 20 de janeiro, quando saiu de casa, no bairro São Sebastião, também conhecido como Praça de Esportes, e não retornou. Desde então, familiares, amigos e moradores da cidade se mobilizaram em uma grande corrente de solidariedade, compartilhando informações e mantendo viva a esperança de encontrá-lo com vida.

De acordo com relatos da família, José Cláudio apresentava sinais iniciais de Alzheimer, condição que tornou o desaparecimento ainda mais preocupante. A possibilidade de desorientação aumentou o sentimento de urgência e fez com que as buscas fossem intensificadas desde os primeiros momentos.

Equipes do Corpo de Bombeiros de Viçosa foram acionadas e atuaram durante nove dias consecutivos, utilizando drones, cães farejadores e varreduras terrestres em áreas de mata fechada e locais de difícil acesso. Mesmo com o passar do tempo, a expectativa de um desfecho positivo permanecia.

A confirmação da morte gerou profunda comoção em Coimbra, onde Seu Zé era conhecido por sua simplicidade, simpatia e convivência próxima com vizinhos e amigos. Diversas mensagens de pesar e homenagens foram compartilhadas, destacando sua trajetória e o carinho que despertava na comunidade.

O caso também reacende o debate sobre os desafios enfrentados por famílias que convivem com idosos diagnosticados com doenças neurodegenerativas. Especialistas reforçam a importância de cuidados contínuos, monitoramento e redes de apoio para reduzir riscos de desaparecimento.

A história de Seu Zé deixa um alerta sensível sobre a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção da pessoa idosa, além de conscientização social para garantir mais segurança, acolhimento e dignidade na terceira idade.