Terminam as buscas por menino desaparecido em RO
As buscas pelo pequeno Davi Gabriel, de apenas 2 anos, chegaram ao fim na manhã desta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, com um desfecho doloroso que mobilizou a comunidade e as autoridades de Porto Velho.
Após quase 20 horas de esforços intensos, mergulhadores do Corpo de Bombeiros localizaram o corpo da criança submerso em um igarapé próximo à residência da família, na zona Leste da cidade. Davi havia sido visto pela última vez por volta das 17h de domingo, enquanto brincava no quintal de casa, e o corpo foi encontrado a cerca de 200 metros do local do desaparecimento.
De acordo com as equipes de resgate, o menino estava preso sob entulhos submersos, o que dificultou sua visualização durante as primeiras horas de buscas. A área, caracterizada por vegetação densa e pelo curso do igarapé, já estava sendo monitorada desde a noite anterior por uma força-tarefa coordenada pela Secretaria de Segurança Pública de Rondônia (Sesdec).
Para tentar localizar Davi com vida, as autoridades mobilizaram recursos tecnológicos e humanos, incluindo drones e aeronaves para mapear o quadrante de mata e o leito do igarapé. Equipes especializadas com cães farejadores seguiram o rastro da criança a partir do quintal, enquanto mergulhadores realizaram buscas detalhadas nas partes mais profundas e com acúmulo de detritos.
“A equipe estava no local quando os mergulhadores encontraram o corpo debaixo de entulhos submersos no igarapé”, informou a equipe de reportagem que acompanhava as buscas. Com a localização do corpo, o foco agora se volta para a perícia técnica, que deverá determinar a causa exata da morte e confirmar se se trata de um acidente por afogamento ou se há outros elementos a serem investigados.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Porto Velho para necropsia e posterior liberação à família, que enfrenta um momento de dor e consternação.
Especialistas em segurança infantil reforçam que acidentes desse tipo, embora muitas vezes inesperados, evidenciam a importância de cercas adequadas, supervisão constante de crianças pequenas e cuidado redobrado em áreas próximas a cursos de água, especialmente em regiões urbanas.
O caso também acende um alerta sobre a necessidade de políticas públicas e ações preventivas que minimizem riscos em áreas residenciais, como sinalização, barreiras de proteção e educação comunitária sobre segurança infantil.
Além disso, a tragédia reforça o impacto emocional que a perda de uma criança provoca não apenas na família, mas também na comunidade, lembrando que cada vida perdida representa um alerta sobre a vulnerabilidade de nossos espaços cotidianos e a importância da atenção permanente.