Bebê morre após ser derrubada dentro de UTI

O caso chocante está sob investigação

Poucas situações causam tamanha comoção quanto a perda de um recém-nascido que apresentava evolução clínica positiva em ambiente hospitalar. Casos envolvendo bebês internados em unidades de terapia intensiva neonatal despertam atenção justamente pelo alto nível de cuidado exigido, além dos protocolos rigorosos e da atuação de equipes especializadas.

Ellieana Peyton nasceu em 4 de março de 2025 e, logo após o parto, foi encaminhada para a UTI neonatal de um hospital infantil nos Estados Unidos devido a um diagnóstico cardíaco. Apesar da condição inicial, a família relata que a bebê apresentava evolução considerada muito satisfatória ao longo da internação.

Segundo informações reunidas em documentos judiciais, Ellieana respirava sem auxílio de aparelhos, se alimentava adequadamente, mantinha exames neurológicos dentro da normalidade e não necessitava de suporte mecânico para a circulação. Exames cardíacos sucessivos indicavam funcionamento normal ou muito próximo disso, reforçando a expectativa de alta hospitalar.

Diante da evolução positiva, os médicos chegaram a informar aos pais que a bebê poderia deixar o hospital no fim de março. A família vivia dias de esperança, contando as horas para finalmente levar a filha para casa.

No entanto, durante a noite do dia 25 de março, um episódio inesperado teria mudado completamente o rumo da situação. Uma profissional de enfermagem teria deixado a grade do berço abaixada enquanto a recém-nascida permanecia conectada a fios de monitoramento. Ao se afastar, a tensão nos cabos teria puxado Ellieana para fora do berço, provocando uma queda de aproximadamente um metro de altura.

Após o incidente, o estado de saúde da bebê se agravou rapidamente. Exames identificaram lesões na cabeça, acompanhadas de inchaço e hematomas. Em seguida, houve instabilidade clínica, com alterações significativas na pressão arterial, na oxigenação e no ritmo cardíaco.

A equipe médica realizou diversos procedimentos de emergência, mas não houve recuperação neurológica considerada satisfatória. Dias depois, em 31 de março, Ellieana não resistiu às complicações e faleceu, deixando familiares devastados.

Quase um ano após a perda, o pai da criança decidiu buscar esclarecimentos na Justiça. Ele ingressou com uma ação contra o hospital, alegando falhas graves no atendimento, na supervisão e na condução dos cuidados, além de possíveis negligências nos protocolos de segurança.

O processo ainda está em fase inicial e deverá aprofundar a análise sobre responsabilidades, treinamento da equipe, cumprimento de normas e eventuais falhas estruturais da unidade hospitalar.

O caso reacende debates importantes sobre segurança em ambientes hospitalares, especialmente em setores de alta complexidade, onde qualquer descuido pode resultar em consequências irreversíveis.

Especialistas ressaltam que protocolos precisam ser constantemente revisados, equipes devem receber treinamentos contínuos e sistemas de monitoramento devem ser aprimorados para reduzir ao máximo o risco de incidentes.

Enquanto a investigação avança, a família busca não apenas justiça, mas também a garantia de que medidas efetivas sejam adotadas para impedir que tragédias semelhantes voltem a acontecer.