Mulher é suspeita de tirar a vida do ex em ataque a tiros em BH
O caso está sob investigação
A noite desta última terça-feira (3) trouxe apreensão aos moradores da Região Norte de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, após um episódio que mobilizou equipes de segurança e atendimento de emergência. Conflitos antigos e relações interrompidas costumam gerar sinais de alerta, que muitas vezes só ganham atenção ampla após acontecimentos irreversíveis.
O caso reacende discussões sobre ameaças recorrentes, registros policiais preventivos e a dificuldade de evitar desfechos extremos mesmo diante de sinais prévios. Um homem de 36 anos foi encontrado caído em via pública, já sem sinais vitais, em circunstâncias que ainda estão sendo investigadas pelas autoridades mineiras.
O óbito foi confirmado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Uma mulher de 27 anos, ex-companheira da vítima, é apontada como suspeita de envolvimento no caso, que segue sob apuração da Polícia Civil de Minas Gerais.
Segundo informações repassadas à Polícia Militar, a atual namorada do homem relatou que, meses antes, havia registrado um boletim de ocorrência relatando ameaças atribuídas à ex-companheira da vítima, que também teriam se estendido a familiares. O próprio homem teria demonstrado receio pela própria segurança e buscado orientação policial naquele período.
Na noite do ocorrido, a atual namorada contou que a ex-companheira teria solicitado um carro por aplicativo para buscar materiais escolares comprados para filhos de um relacionamento anterior. Pouco depois, uma mensagem enviada ao celular da vítima indicava que uma motocicleta aguardava em frente ao imóvel. Assim que ele desceu para entregar os itens, foram ouvidos disparos por pessoas que estavam nas proximidades.
Mensagens trocadas por aplicativos e redes sociais passaram a integrar a apuração. A mãe do homem apresentou conteúdos que, segundo a família, sugeririam um plano prévio. O pai da suspeita também compareceu à delegacia, afirmando não compactuar com eventuais erros e colaborando com as investigações. A mulher apontada negou participação, alegando estar em licença-maternidade após o nascimento de um filho com a vítima e que não reconhece o perfil utilizado nas mensagens.
Testemunhas relataram a presença de uma pessoa que se aproximou do homem e deixou o local logo depois, utilizando um veículo. A perícia técnica realizou os trabalhos no endereço, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). Aparelhos celulares de pessoas envolvidas foram apreendidos para análise detalhada.
O caso reforça a necessidade de investigação minuciosa para compreender a dinâmica dos fatos e identificar responsabilidades, especialmente em situações envolvendo conflitos familiares com histórico de ameaças.
Autoridades alertam sobre a importância de denúncias, registro de boletins de ocorrência e acompanhamento policial em casos de risco, visando prevenir desfechos trágicos e proteger vidas.
Enquanto as investigações prosseguem, a comunidade permanece em alerta, acompanhando os desdobramentos e aguardando esclarecimentos sobre os acontecimentos dessa noite que chocou a região.