Justiça do Rio surpreende e suspende liberdade condicional de Bruno Fernandes; entenda

Ex-goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes teve sua liberdade condicional revogada nesta sexta-feira (6/02) pela Justiça do Rio de Janeiro. Condenado pelo homicídio de Eliza Samúdio em 2010, ele descumpriu medidas cautelares impostas quando passou a cumprir o benefício em 2023.

Segundo a Vara de Execuções Penais (VEP), Bruno foi intimado a assinar o termo de livramento condicional, mas não compareceu. A decisão do juiz Rafael Estrela Nóbrega não significa que o ex-jogador voltará imediatamente à prisão. Ele tem cinco dias, contados a partir da intimação, para comparecer ao Conselho Penitenciário e regularizar sua situação. Caso não o faça, será expedida uma ordem de prisão.

Bruno foi preso em 2013, três anos após o assassinato de Eliza, e condenado a 23 anos de prisão. Em 2019, progrediu para o regime semiaberto e, em 2023, recebeu o benefício da liberdade condicional, que permite ao condenado permanecer em liberdade, mas sob determinadas condições legais. Segundo cálculos da Vara Penal, ele deverá cumprir a pena integralmente até 2031.

Na última quarta-feira, o ex-goleiro esteve no Maracanã para acompanhar a partida entre Flamengo e Internacional, pelo Campeonato Brasileiro. Bruno registrou o momento em fotos e postagens nas redes sociais, recebendo mensagens de fãs, como “Ídolo da nação”, mas também críticas de internautas que lembraram a gravidade de sua condenação.


Especialistas em direito penal destacam que a suspensão da liberdade condicional reforça a necessidade de cumprimento rigoroso das condições impostas, mesmo para indivíduos com notoriedade pública, garantindo a credibilidade do sistema de Justiça.


O episódio reacende o debate sobre a reintegração social de condenados por crimes graves e a forma como figuras públicas, mesmo condenadas, podem receber tratamento diferenciado da sociedade.

Além do aspecto jurídico, o caso levanta reflexões sobre responsabilidade e consciência social, lembrando que benefícios legais vêm acompanhados de obrigações que, quando descumpridas, exigem medidas corretivas para preservar a segurança e os direitos da coletividade.