Em vídeo, tio de adolescente morto após agressões faz desabafo e cobra Justiça: “Não foi uma briga, foi execução”
Morte de adolescente em DF revela emboscada planejada
A morte do adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, tem causado grande comoção no Distrito Federal. O jovem sofreu traumatismo craniano após uma agressão e permaneceu em estado grave por mais de 10 dias antes de não resistir aos ferimentos.
Rodrigo foi agredido por Pedro Turra, de 19 anos, que possui histórico de agressões anteriores. Pedro, ex-piloto de Fórmula Delta e empresário, vinha acumulando acusações ao longo do último ano e é conhecido por seu estilo de vida de alto padrão, incluindo carros de luxo e viagens frequentes.
A confusão teve início após Rodrigo participar de uma festa de aniversário. Inicialmente, a morte foi tratada como uma fatalidade, já que o adolescente acabou se chocando contra um carro durante a luta corporal. No entanto, a investigação da Polícia Civil revelou que o episódio não foi espontâneo: tratou-se de uma emboscada organizada por um amigo de Pedro, que chamou o ex-piloto para “dar um susto” em Rodrigo.
Após o incidente, o fisioterapeuta Flavio Henrique Fleury, tio de Rodrigo, desabafou na porta do hospital. Ele lamentou a morte violenta do adolescente e cobrou justiça. “É uma gente tão nova, com tanto futuro. O Rodrigo perdeu a vida de forma gratuita. Os pais [dos suspeitos] também vão sofrer, vão pagar por isso. A educação, quando é dada na Justiça, dói muito mais do que a educação dos pais”, afirmou.
Flavio também reforçou as novas descobertas da polícia sobre a premeditação do crime. “[No dia do crime] eles esperaram várias vezes, dando voltas no quarteirão, aguardando o Rodrigo estar sozinho. Um cara de 1,90 m pegar um garoto de 1,65 m é totalmente desproporcional, não é briga de adolescente. Não foi uma briga, foi execução”, destacou.
Especialistas em segurança juvenil e comportamento social alertam que casos de violência planejada entre jovens demonstram a necessidade de atenção a sinais de rivalidade e comportamentos agressivos, além do acompanhamento constante de adolescentes em situações de risco.
A repercussão do caso também levanta questões sobre a responsabilidade das famílias, escolas e da sociedade na prevenção de atos violentos. Programas de mediação de conflitos, acompanhamento psicológico e educação para controle emocional podem ser ferramentas essenciais para evitar tragédias.
Mais amplamente, o episódio evidencia a urgência de políticas públicas que promovam ambientes seguros e a responsabilização de indivíduos com histórico de agressão. A conscientização e a prevenção podem salvar vidas, reduzindo o impacto de conflitos que poderiam ser resolvidos de forma pacífica.