Laudo diz qual foi a causa da morte do menino encontrado em mala no PA
Novos detalhes do laudo pericial sobre a morte do menino encontrado dentro de uma mala voltaram a repercutir entre aqueles que acompanham o caso. A Polícia Científica do Pará concluiu o exame técnico referente à morte de Paulo Guilherme Guerra, de apenas seis anos, cujo corpo foi localizado no bairro da Marambaia, em Belém.
O documento, finalizado cerca de dois meses após o crime que chocou o estado, confirmou que a causa da morte foi asfixia mecânica. Já os exames realizados para verificar possível abuso sexual tiveram resultado inconclusivo. Apesar disso, testes genéticos não identificaram provas diretas de violência sexual antes ou depois do óbito.
O caso começou na noite de 26 de outubro de 2025, quando a criança desapareceu nas proximidades da passagem Curuzú. Familiares e vizinhos iniciaram buscas imediatas pela região, mobilizando moradores em uma tentativa desesperada de encontrá-lo com vida.
Na manhã do dia seguinte, 27 de outubro, um morador encontrou uma mala abandonada em frente ao Cemitério São Jorge e acionou a Polícia Militar. Dentro da bagagem, peritos localizaram o corpo do menino vestindo roupas diferentes daquelas usadas quando foi visto pela última vez, o que indica que ele pode ter permanecido sob a custódia do agressor por determinado período.
Além do corpo, uma luva de boxe foi encontrada dentro da mala. A perícia coletou amostras de DNA nas alças da bagagem e no objeto esportivo, na tentativa de identificar perfis genéticos que possam auxiliar na elucidação do crime.
O principal suspeito era um vizinho da família, que trabalhava como catador de materiais recicláveis. Poucas horas após a localização do corpo, ele foi vítima de linchamento por moradores revoltados e morreu ainda no local, antes de prestar depoimento formal às autoridades.
Em entrevista à RBA TV, o advogado da família declarou acreditar que o suspeito teria agido sozinho, classificando o episódio como um possível “crime de oportunidade”, conforme informações divulgadas até o momento.
Segundo o defensor, o homem já possuía antecedentes considerados graves e era investigado por suspeitas de abuso contra outras duas vítimas. Ele foi descrito como alguém com histórico de comportamento violento na capital paraense.
Apesar da morte do principal suspeito, o inquérito permanece em aberto. A Polícia Civil do Pará, por meio da Delegacia de Homicídios, continua analisando imagens de câmeras de segurança e aguarda resultados complementares de exames laboratoriais.
O objetivo das investigações é esclarecer se houve participação de terceiros ou se o suspeito morto no linchamento foi o único responsável pelo crime. Enquanto isso, a família de Paulo Guilherme aguarda a conclusão formal do caso, na esperança de que todos os detalhes sejam esclarecidos e que a Justiça seja efetivamente cumprida.