Técnica de enfermagem é morta a tiros por ex-companheiro
O crime deixou a comunidade de Diadema profundamente abalada. A violência contra a mulher segue como um dos maiores desafios sociais no Brasil, refletindo um problema estrutural que atravessa diferentes regiões e classes sociais. Infelizmente, diariamente, o país registra casos de feminicídio.
Levantamentos recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que os feminicídios continuam ocorrendo em números alarmantes, muitas vezes dentro do ambiente doméstico e envolvendo parceiros ou ex-parceiros. Especialistas apontam que discussões familiares, histórico de comportamento agressivo e dificuldades no rompimento de relacionamentos são fatores que frequentemente antecedem ocorrências desse tipo.
Foi nesse contexto que um caso registrado na terça-feira (17), em Diadema, chamou atenção das autoridades e da comunidade local. A técnica de enfermagem Mariane Lima Alves, de 27 anos, foi morta dentro de sua própria residência.
De acordo com informações da polícia, o principal suspeito é o ex-companheiro da vítima, Bruno de Oliveira Zeni. Ele teria ido até o imóvel para buscar o filho do casal. Relatos iniciais indicam que o homem apresentava sinais de ingestão de álcool e possível uso de entorpecentes no momento da chegada.
Diante dessa situação, Mariane teria se recusado a permitir que a criança saísse com ele, resultando em uma discussão que terminou com disparos efetuados pelo suspeito. A jovem não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
A mãe de Mariane também foi atingida no rosto durante a ação. Ela foi socorrida e encaminhada para atendimento médico em estado grave, mas, segundo familiares, não corre risco de morte. Após o ocorrido, o suspeito fugiu e segue sendo procurado pelas polícias Civil e Militar.
O caso é investigado como feminicídio e tentativa de feminicídio. Amigos, familiares e a comunidade utilizaram as redes sociais para prestar homenagens à vítima e pedir justiça. O episódio evidencia a necessidade da denúncia precoce de ameaças, do fortalecimento de políticas públicas e da ampliação de redes de apoio voltadas à proteção de mulheres em situação de risco.
Além disso, especialistas reforçam que a educação sobre igualdade de gênero e respeito às mulheres deve começar ainda na infância, para prevenir comportamentos abusivos e reduzir a incidência de crimes de violência doméstica. A atuação integrada de órgãos de segurança, serviços de acolhimento e assistência jurídica é fundamental para criar um ambiente mais seguro para mulheres em todo o país.
Este caso reforça a urgência de medidas preventivas contínuas, conscientização social e vigilância comunitária, lembrando que cada denúncia feita a tempo pode salvar vidas e evitar tragédias irreversíveis.