Procurado pela polícia, ex que matou técnica de enfermagem tinha arma com registro de CAC

A Polícia procura por Bruno de Oliveira Zeni, de 30 anos, suspeito de cometer mais um caso de feminicídio que chocou a cidade de Diadema, na Região Metropolitana de São Paulo, na última terça-feira (17/02). A vítima, Mariane Lima Alves, de 27 anos, técnica de enfermagem, foi morta a tiros dentro de sua própria residência.

De acordo com relatos, Mariane estava em casa quando o ex-companheiro, com quem tinha um filho de 2 anos, chegou sob o pretexto de buscar a criança. Testemunhas afirmaram que Bruno se encontrava visivelmente alterado devido ao consumo de álcool e drogas.

Segundo informações do boletim de ocorrência, a família da vítima se recusou a entregar a criança para o agressor, considerando seu estado de embriaguez e uso de substâncias ilícitas. Impedido de levar o menino, Bruno teria iniciado uma discussão com Mariane e familiares, sacando uma arma e efetuando disparos contra a vítima, que não resistiu aos ferimentos.

O pai de Mariane relatou à polícia que Bruno possuía registro de CAC, que autoriza o porte de arma para caça, coleção e tiro esportivo. Além disso, o suspeito tem histórico criminal registrado em boletins anteriores.

Bruno fugiu do local logo após o crime e é procurado pela Polícia Civil de São Paulo e pela Polícia Militar de São Paulo. O caso é investigado como feminicídio e tentativa de feminicídio, já que a mãe de Mariane também foi atingida durante a ação. Ela foi socorrida, mas até o momento não há informações atualizadas sobre seu estado de saúde.

O episódio reforça a necessidade da denúncia precoce de ameaças e comportamentos abusivos, bem como da importância de políticas públicas de proteção às mulheres em situação de risco. Autoridades alertam que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito deve ser imediatamente comunicada às forças de segurança.