Caso Daiane: polícia revela qual teria sido a motivação para síndico matar corretora
A motivação que teria levado o síndico a tirar a vida da corretora veio à tona com a conclusão do inquérito, trazendo novos elementos que reforçam a gravidade do caso. De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado por uma disputa judicial envolvendo a administração de imóveis.
Daiane Alves Souza, de 43 anos, desapareceu em dezembro de 2024, em Caldas Novas. Nesta quinta-feira (19/02/2026), a Polícia Civil de Goiás informou a conclusão do inquérito, apontando que o gestor do condomínio onde ela morava, Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, teria planejado o assassinato.
Segundo as autoridades, os conflitos entre os dois começaram no fim de 2024 e tinham origem financeira. Daiane decidiu assumir a administração dos aluguéis de seis apartamentos pertencentes à sua família, função que até então era exercida por Cléber.
A mudança teria provocado o agravamento das desavenças. A corretora ingressou com diversas ações judiciais contra o administrador e, em outubro, ele chegou a tentar impedir sua entrada no prédio por meio de deliberação em reunião de moradores.
Em dezembro, a Justiça decidiu a favor de Daiane, assegurando seu direito de residir e circular livremente no edifício. Poucos dias após a derrota judicial, conforme apurado pela polícia, o síndico teria articulado uma emboscada.
Cléber confessou o crime após ser preso, mas alegou ter agido em legítima defesa, sustentando que teria sido atacado pela vítima. A versão, no entanto, não se sustentou diante das provas reunidas.
Imagens recuperadas do celular da própria corretora mostram que ela foi surpreendida e atacada pelas costas. O investigado utilizava luvas e capuz no momento da abordagem, o que, para os peritos, demonstra premeditação e tentativa de evitar identificação.
A investigação aponta ainda que Daiane foi colocada na caminhonete do síndico ainda com vida e levada para uma área de mata afastada, onde foi morta com dois disparos. A família da vítima afirma que buscará responsabilização criminal e também medidas judiciais na esfera cível, enquanto o caso segue para a fase processual.