Policial, esposa de tenente-coronel, é encontrada morta em circunstâncias misteriosas dentro de apartamento em SP
A policial militar, casada com um tenente-coronel, foi encontrada morta em seu apartamento, em circunstâncias que ainda permanecem sob investigação. O caso chamou atenção por envolver relações familiares e institucionais complexas, além de levantar questões sobre violência doméstica.
Na manhã de quarta-feira, Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi localizada sem vida em sua residência, no bairro do Brás, na zona central de São Paulo, apresentando perfuração por projétil na região craniana. Inicialmente, a ocorrência foi registrada como morte de natureza duvidosa, com possibilidade de suicídio, mas a Polícia Civil do Estado de São Paulo mantém investigações para esclarecer as circunstâncias do disparo.
Gisele era casada com um oficial de alta patente e tinha uma filha de sete anos, fruto de um relacionamento anterior. De acordo com os registros oficiais, o tenente-coronel encontrou a esposa caída no piso do imóvel, portando uma arma e com perda significativa de sangue. Apesar de receber atendimento emergencial e ser levada a uma unidade de saúde, a policial não resistiu aos ferimentos.
Em depoimento, a mãe da vítima descreveu o relacionamento como desgastante, relatando comportamento violento e possessivo do cônjuge. Segundo ela, Gisele sofria restrições quanto ao uso de cosméticos e calçados, além de ser pressionada a realizar tarefas domésticas com rigor. A genitora ainda afirmou que, ao sinalizar desejo de divórcio, o oficial teria enviado imagens intimidadoras sugerindo atentado contra a própria vida para evitar a separação.
O tenente-coronel apresentou uma versão distinta à polícia. Ele alegou que o relacionamento se deteriorou devido a supostas falsas denúncias feitas por colegas de trabalho na corregedoria, que teriam causado instabilidade emocional na esposa e frequentes discussões. No dia do ocorrido, ele afirmou ter comunicado formalmente a intenção de encerrar a união, momento em que, segundo ele, Gisele teria reagido de forma ríspida.
Segundo o relato do oficial, ao se dirigir ao banheiro, ouviu um barulho alto e, ao sair, encontrou a esposa ferida. A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso permanece sob investigação e ainda não detalhou se o tenente-coronel é formalmente considerado suspeito.
O episódio ressalta a complexidade de investigações envolvendo violência doméstica e vínculos institucionais, evidenciando a necessidade de apuração criteriosa e detalhada antes de qualquer conclusão.