Tragédia em MG: número de mortos continua subindo e chega a 69
Autoridades confirmam aumento no número de desaparecidos. As fortes chuvas que atingem o Sudeste brasileiro continuam provocando vítimas e ampliando o cenário de destruição. Na Zona da Mata mineira, os dados foram atualizados nesta sexta-feira (27/02), evidenciando a gravidade da situação enfrentada pelas equipes de resgate e pela população local.
As cidades de Juiz de Fora e Ubá estão entre as mais afetadas da região, e o número de mortos foi novamente revisado pelas autoridades, alcançando 69 vítimas fatais. Os números reforçam o impacto dos temporais e colocam o episódio entre os mais severos já registrados recentemente na região.
Em Juiz de Fora, o bairro Parque Burnier concentrou os maiores danos. Equipes do Corpo de Bombeiros trabalharam intensamente em meio aos escombros deixados por deslizamentos de terra que destruíram ao menos 12 residências. A força da lama e da água surpreendeu moradores, dificultando a evacuação em algumas áreas.
Nesta sexta-feira (27/02), os bombeiros encerraram as buscas no Parque Burnier após a localização do corpo da última pessoa considerada desaparecida naquele ponto. No entanto, as operações continuam nos bairros Paineiras e Linhares, onde ainda há registros de desaparecimentos.
De acordo com as autoridades, quatro pessoas seguem desaparecidas nos dois municípios. Entre elas está Pietro, um menino de 9 anos que desapareceu no bairro Paineiras. Familiares do garoto — sua mãe, padrasto e duas irmãs — já foram localizados anteriormente pelas equipes de resgate, aumentando a comoção entre moradores e socorristas envolvidos nas buscas.
Ao menos quatro pessoas chegaram a ser resgatadas com vida e encaminhadas às pressas para unidades hospitalares, mas não resistiram aos ferimentos. Em resposta à comunidade e à repercussão do caso, autoridades locais realizaram uma coletiva de imprensa para atualizar os dados e explicar as ações emergenciais em andamento.
O alerta permanece elevado na região devido às condições climáticas ainda instáveis. A previsão do tempo indica possibilidade de novas chuvas nos próximos dias, mantendo o nível de atenção máximo em diversas áreas do Sudeste afetadas pelos temporais recentes.
O solo encharcado aumenta significativamente o risco de novos deslizamentos, sobretudo em áreas de encosta e regiões com aterros irregulares. Por esse motivo, o Corpo de Bombeiros reforça a orientação para que moradores em áreas de risco não retornem às suas casas neste momento, mesmo após a diminuição momentânea da chuva.
Equipes da Defesa Civil seguem realizando vistorias técnicas para avaliar a estabilidade do terreno e identificar imóveis que ainda apresentam perigo estrutural. Abrigos provisórios foram disponibilizados para receber famílias desalojadas, enquanto equipes de assistência social prestam apoio psicológico e distribuição de itens essenciais.
Especialistas alertam que, após eventos extremos como este, o risco permanece elevado por vários dias, já que o acúmulo de água no solo pode provocar novos deslizamentos mesmo sem chuvas intensas imediatas. A recomendação é que a população acompanhe apenas comunicados oficiais e acione os serviços de emergência ao menor sinal de movimentação de terra ou aumento do nível de córregos e rios.