SC: Policial Civil foi morto pela esposa com ajuda de amante e caso finalmente tem desfecho revelado
O caso chocou a população local. Decisões judiciais relacionadas a crimes planejados costumam gerar forte repercussão social, especialmente quando envolvem pessoas conhecidas na comunidade. Em cidades menores, episódios dessa natureza tendem a permanecer em debate por longos períodos, acompanhando cada fase do processo até a definição da sentença.
Nesta semana, a Justiça de Santa Catarina concluiu o julgamento de um crime ocorrido em 2024, na região da Grande Florianópolis. A mulher acusada de matar o próprio marido, um policial civil aposentado de 70 anos, foi condenada a 18 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial fechado.
O homem com quem ela mantinha um relacionamento extraconjugal também foi condenado, recebendo pena de 19 anos e 3 meses de reclusão, igualmente em regime fechado. Ambos foram responsabilizados pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e adulteração de sinal identificador de veículo, além do pagamento de multa estipulada pela Justiça.
A acusação de porte ilegal de arma atribuída à mulher resultou em absolvição. Conforme apontado pela investigação conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina, a vítima, Carmelito Piragibe Aquino, foi morta na madrugada de 11 de setembro de 2024.
Após o crime, o corpo foi incendiado e abandonado em uma área de mata às margens da rodovia SC-108. As investigações indicaram que os envolvidos tentaram eliminar vestígios, circulando com uma caminhonete cuja placa estava parcialmente encoberta e buscando suprimir registros de câmeras de segurança que poderiam identificar os deslocamentos.
O corpo foi encontrado ainda no mesmo dia por um homem que passava pela região e acionou as autoridades. Semanas depois, em outubro de 2024, a esposa da vítima foi localizada e presa em Salto del Guairá, no Paraguai, onde estava em posse de documentos do marido, uma arma e um veículo relacionado ao caso.
O segundo condenado foi preso no mês seguinte, em novembro, na cidade de São João Batista. Segundo o Ministério Público, o crime foi previamente planejado e executado de forma conjunta, o que contribuiu para o enquadramento nas qualificadoras reconhecidas pelo tribunal.
Desde as prisões, ambos permaneciam sob custódia preventiva e, com a sentença, passam agora a cumprir as penas determinadas pela Justiça. A decisão encerra uma etapa importante do processo judicial, embora ainda caibam recursos dentro dos prazos legais previstos.
O caso também evidenciou a importância da cooperação entre forças de segurança nacionais e estrangeiras, já que a localização de uma das acusadas ocorreu fora do país. A atuação integrada foi considerada essencial para o avanço das investigações e para a rápida elucidação dos fatos.
Especialistas destacam que investigações técnicas, análise de provas digitais e trabalho coordenado entre polícia e Ministério Público têm sido cada vez mais decisivos na resolução de crimes complexos. A responsabilização judicial, nesses casos, reforça o papel do sistema de justiça na garantia de respostas à sociedade e aos familiares da vítima.