Mulher desabafa após filho de 11 anos matar o próprio pai por motivo banal: ‘Perdi os dois’

Caso aconteceu na Pensilvânia no início do ano.

Conflitos familiares muitas vezes começam por situações aparentemente simples, como regras domésticas, limites impostos pelos pais ou frustrações comuns da infância. Em circunstâncias extremas, porém, episódios cotidianos podem evoluir para consequências inesperadas e profundamente trágicas.

Foi o que ocorreu na pequena cidade de Duncannon, no estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, onde um caso envolvendo um videogame terminou de maneira chocante e ganhou repercussão internacional.

No dia em que completava 11 anos, o menino teria procurado seu console Nintendo Switch, mas foi informado de que não poderia utilizá-lo naquele momento. Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana, inconformado com a decisão, ele reagiu de forma impulsiva.

De acordo com a investigação, o garoto encontrou a chave do cofre de armas do pai, abriu o compartimento, pegou um revólver e efetuou um disparo enquanto o homem dormia. O caso rapidamente mobilizou autoridades locais e gerou grande comoção na comunidade.

A mãe, Jillian Dietz, acordou com o barulho e inicialmente pensou se tratar de fogos de artifício. Ao perceber que o marido não respondia, constatou a gravidade da situação. Em entrevista ao jornal The US Sun, ela relatou o impacto emocional da tragédia e afirmou estar inconsolável diante da perda. “Perdi meu marido e meu filho. Não consigo acreditar”, declarou.

Mesmo diante da dor, Jillian destacou que continua amando o menino e reforçou que ele ainda é uma criança. O pai, Douglas, trabalhava como caminhoneiro e, segundo relatos de pessoas próximas, era considerado dedicado à família. O garoto havia sido adotado pelo casal em 2018.

Em depoimento à polícia, o menino teria afirmado que estava com muita raiva no momento do ocorrido e que não pensou nas consequências de seus atos. Pela legislação da Pensilvânia, menores acusados de homicídio podem ser julgados como adultos, o que significa que ele poderá enfrentar uma pena severa, incluindo a possibilidade de prisão perpétua sem liberdade condicional.

Moradores da região disseram ter ficado em choque, descrevendo a família como tranquila e discreta, sem histórico conhecido de conflitos graves. O episódio levantou debates delicados sobre o acesso a armas dentro de casa, a importância do armazenamento seguro e os impactos das emoções intensas durante a infância e adolescência.

Especialistas apontam que crianças ainda estão em fase de desenvolvimento emocional e cognitivo, o que pode dificultar o controle de impulsos em momentos de frustração extrema. Por isso, o acompanhamento familiar, o diálogo constante e a educação emocional são considerados fundamentais para ajudar jovens a lidar com sentimentos como raiva, tristeza e rejeição.

O caso também reacendeu discussões nos Estados Unidos sobre segurança doméstica envolvendo armas de fogo e responsabilidade no armazenamento desses equipamentos. Autoridades reforçam que medidas preventivas, como cofres seguros e acesso restrito, são essenciais para evitar tragédias semelhantes.