Identificada a mulher que teve a vida tirada após ter recusado beijo em MG: ‘mãe exemplar e trabalhadora’

Mais detalhes sobre o caso da mulher que teve a vida tirada após recusar um beijo em Minas Gerais.

Uma mulher de 38 anos, Priscila Beatriz Assis Teixeira, faleceu após ser atingida por golpes de faca na noite da última segunda-feira, em uma cidade do interior de Minas Gerais. O crime ocorreu na porta da residência da vítima enquanto ela conversava com um rapaz de 18 anos sobre a venda de um telefone celular.

Segundo informações da investigação, o agressor teria tentado beijar Priscila à força durante o encontro. Ao ser rejeitado, iniciou uma briga que terminou com o ataque fatal. O jovem foi identificado por câmeras de segurança e chegou a declarar às autoridades que o que fez foi “apenas uma bobeira”, minimizando a gravidade do ato.

Priscila era conhecida por sua dedicação e força de caráter, sendo mãe de três filhos pequenos. Um dos filhos, de apenas oito anos, presenciou todo o ataque. De acordo com relatos, a criança correu pela rua gritando por ajuda e foi acolhida por um morador que acionou imediatamente o serviço de socorro médico.

Apesar de ter sido levada ao hospital da região ainda consciente, Priscila não resistiu à gravidade dos ferimentos e veio a falecer pouco tempo após dar entrada na unidade de saúde. Amigos e familiares relatam o quanto ela era alegre, batalhadora e comprometida em oferecer um futuro melhor para os filhos. Entre seus sonhos estava conquistar uma casa própria, para garantir mais segurança e conforto às crianças.

O enterro de Priscila aconteceu na manhã de quarta-feira (25/02/2026) e reuniu um grande número de pessoas que a conheciam e admiravam. A dor da comunidade e da família é intensa, refletindo o impacto emocional do crime em vizinhos, amigos e familiares.

Atualmente, os filhos de Priscila estão sob os cuidados de familiares próximos, enquanto a Justiça trabalha para definir a punição do jovem responsável pelo homicídio. O caso reforça debates sobre violência contra mulheres, respeito ao consentimento e a importância da responsabilização legal para crimes dessa natureza.