Estudante entrou em colapso e morreu após passar 96 horas seguidas no videogame; caso serve de alerta
O jovem teria ignorado os alertas dos pais
A privação prolongada de sono é apontada por especialistas como um fator capaz de comprometer seriamente a saúde, afetando desde a capacidade cognitiva até o funcionamento do sistema cardiovascular. A falta de descanso adequado pode provocar alterações físicas e mentais importantes, principalmente quando se estende por vários dias consecutivos.
Durante períodos de férias ou pausas acadêmicas, é comum que jovens alterem drasticamente a rotina, invertendo horários e permanecendo acordados por longos períodos. Embora muitas vezes esse comportamento seja visto como temporário, médicos alertam que a prática pode trazer consequências graves ao organismo.
Foi nesse contexto que um caso ocorrido em Taipé, capital de Taiwan, ganhou repercussão após ser compartilhado nas redes sociais pela enfermeira Lin Ting, na última sexta-feira (27), chamando a atenção para os riscos associados à privação extrema de sono.
Segundo o relato da profissional de saúde, um estudante universitário — cuja identidade e idade não foram divulgadas — passou quatro dias consecutivos jogando videogame praticamente sem dormir. Aproveitando o período de férias, ele teria ignorado os alertas dos pais, que insistiam para que interrompesse a rotina e descansasse.
Na quarta noite seguida de jogatina, o jovem se levantou para ir ao banheiro, gritou repentinamente e desmaiou logo em seguida. A família prestou socorro imediato e o encaminhou a um hospital da região. Após exames médicos, foi diagnosticado o rompimento de artérias cerebrais, que provocou uma hemorragia significativa.
O estudante foi submetido a uma cirurgia de emergência para conter o sangramento interno. Apesar do procedimento, permaneceu em estado crítico, dependendo de ventilação mecânica no período pós-operatório.
Diante do quadro grave e do prognóstico considerado reservado pelos médicos, os familiares optaram por cuidados paliativos e autorizaram posteriormente a suspensão dos aparelhos que mantinham suas funções vitais.
Ao compartilhar o caso, a enfermeira Lin Ting destacou que hemorragias cerebrais não estão relacionadas apenas a condições como hipertensão, diabetes ou colesterol elevado. Segundo ela, hábitos prejudiciais também podem contribuir para o agravamento da saúde vascular.
Entre os fatores de risco mencionados estão a privação extrema de sono, níveis elevados de estresse, consumo excessivo de álcool e o tabagismo, que podem enfraquecer o organismo e aumentar a probabilidade de eventos graves.
O relato passou a ser interpretado como um importante alerta sobre os limites do corpo humano e os perigos de negligenciar o descanso, especialmente entre jovens que tendem a subestimar os impactos de rotinas desreguladas e longos períodos sem dormir.