Rejeição e vícios: os motivos da chacina ocorrida dentro de padaria em MG
A investigação policial sobre a chacina registrada dentro de uma padaria em Minas Gerais trouxe à tona novos detalhes e apontou oficialmente o responsável pelo crime, que chocou moradores da região metropolitana de Belo Horizonte.
O caso aconteceu no bairro Lagoa, em Ribeirão das Neves, e teve um desfecho impactante após a conclusão do inquérito conduzido pela Polícia Civil de Minas Gerais. As autoridades indiciaram Magno Ribeiro da Silva como o autor dos disparos.
Segundo a investigação, ele responderá por três feminicídios consumados e uma tentativa de feminicídio. Entre as vítimas está Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos, que trabalhava no local no momento do ataque.
Além dela, também perderam a vida Emanuely Geovanna Rodrigues Seabra, de apenas 14 anos, e a cliente Ione Ferreira Costa, de 56 anos, que estava na padaria quando o crime ocorreu.
O caso ganhou ainda mais repercussão por causa de uma reviravolta nas investigações. No início das apurações, em fevereiro de 2025, um adolescente de 17 anos, que era ex-namorado de Nathielly, chegou a ser internado sob suspeita de ter cometido o crime por ciúmes.
Com o avanço das investigações, no entanto, a polícia descobriu que o jovem não tinha envolvimento com o ataque. A mudança na linha de investigação ocorreu após a prisão de Magno por uma tentativa de homicídio registrada em uma oficina mecânica apenas um dia depois da chacina.
Durante a abordagem policial, o suspeito confessou inicialmente o atentado na oficina e, posteriormente, também assumiu a autoria do ataque ocorrido na padaria.
De acordo com os investigadores da Polícia Civil de Minas Gerais, o comportamento do suspeito indicava uma baixa tolerância à rejeição, além de traços de instabilidade emocional que teriam contribuído para a violência do crime.
Outro ponto citado durante as diligências foi o isolamento social e o envolvimento intenso com jogos eletrônicos, fatores que, segundo os investigadores, podem ter influenciado o comportamento do autor.
As jovens Nathielly e Emanuely eram primas e trabalhavam nos caixas do estabelecimento. Elas foram as primeiras atingidas pelo atirador, que entrou na padaria usando touca e capacete para dificultar sua identificação.
Já Ione Ferreira Costa, que estava no local como cliente, acabou sendo baleada pelas costas enquanto estava no interior do estabelecimento, não resistindo aos ferimentos.
A defesa do adolescente que havia sido internado inicialmente destacou o alívio com o esclarecimento do caso, ressaltando que a família do jovem agora pode tentar retomar a rotina após o sofrimento causado pela acusação equivocada.
Com a conclusão do inquérito e o envio do relatório à Justiça, o foco do processo passa a ser a responsabilização criminal de Magno Ribeiro da Silva pelos atos que abalaram profundamente a população de Ribeirão das Neves.
Enquanto o processo judicial avança, familiares e amigos das vítimas continuam lidando com a dor da perda, mantendo viva a memória das jovens e da cliente que tiveram suas vidas interrompidas de forma tão violenta.