Adolescente responsável por 3 mortes em padaria da Grande BH teve postura perturbadora após o crime

O crime ocorrido na noite da última quarta-feira, dia 4 de fevereiro, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, deixou a comunidade local em choque. Mais do que a violência em si, o comportamento do autor após o ataque gerou indignação entre moradores e testemunhas.

O ataque ocorreu em uma padaria bastante frequentada da cidade, durante a noite, quando clientes e funcionários ainda estavam no local. Segundo a Polícia Militar, o autor dos disparos demonstrou postura perturbadora logo após o crime.

Uma testemunha relatou que, ao se aproximar dela, o suspeito não apenas poupou sua vida, mas também sorriu e fez um gesto de deboche, numa atitude descrita como provocativa e desconcertante, antes de fugir rapidamente em uma motocicleta.

As investigações apontam como principal suspeito um adolescente de 17 anos, ex-namorado de uma das vítimas. Ele foi apreendido e conduzido à delegacia, onde prestou depoimento. O caso segue sob análise da Polícia Civil e do Ministério Público, que devem avaliar a necessidade de internação provisória enquanto o processo investigativo continua.

Entre as vítimas está uma adolescente de 16 anos, funcionária da padaria, que estava no caixa no momento do ataque e morreu no local. Outra vítima, uma cliente de 56 anos, também foi atingida fatalmente. Uma terceira vítima, jovem de 14 anos e funcionária do estabelecimento, foi socorrida em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos.

Testemunhas informaram que o autor usava capacete e touca, dificultando a identificação imediata. No entanto, seu comportamento após os disparos chamou atenção tanto dos investigadores quanto da população, aumentando o impacto emocional do crime.

O episódio reacendeu debates sobre violência juvenil, segurança em espaços comerciais e a necessidade de medidas preventivas que protejam trabalhadores e frequentadores de locais públicos.


Especialistas em segurança pública alertam que crimes cometidos por adolescentes exigem políticas integradas de prevenção, acompanhamento psicológico e mediação familiar, para reduzir riscos e evitar que conflitos pessoais escalem para atos letais.


O impacto de episódios como este vai além das vítimas diretas, afetando toda a comunidade, que enfrenta medo, indignação e sentimentos de insegurança em ambientes antes considerados seguros.


Enquanto o caso é investigado, autoridades reforçam a importância de protocolos de segurança em estabelecimentos comerciais, conscientização sobre relacionamentos abusivos e programas educativos voltados à juventude, com o objetivo de prevenir novas tragédias.