Buscas por adolescente de 14 anos chegam ao fim no Norte Fluminense

O caso, envolto em mistério, segue intrigando as autoridades policiais. O início de 2026 foi marcado por uma perda profundamente dolorosa para os moradores de Campos dos Goytacazes, município localizado no Norte Fluminense, no estado do Rio de Janeiro.

O corpo de Fabio William Macedo Flores, de apenas 14 anos, foi encontrado na manhã desta quinta-feira (1º) na Lagoa de Cima, dois dias após o desaparecimento do adolescente durante um acidente envolvendo um colchão inflável.

O jovem estava acompanhado do pai na tarde da última terça-feira (30) quando o colchão em que ambos estavam virou, lançando-os na água. O pai conseguiu nadar até a margem e foi socorrido, mas Fabio acabou submergindo e não retornou à superfície.

Desde o momento do desaparecimento, equipes do Corpo de Bombeiros atuaram de forma ininterrupta nas buscas. As operações incluíram mergulhadores especializados, varreduras com embarcações e monitoramento constante da área onde o acidente ocorreu.

O corpo do adolescente foi localizado por pescadores por volta das 8h50 da manhã, flutuando próximo ao ponto do acidente. Logo em seguida, os bombeiros foram acionados para realizar a remoção, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará pelos procedimentos legais antes de ser liberado à família.

A tragédia causou grande comoção em Campos dos Goytacazes e reacendeu o alerta sobre os riscos associados ao uso de objetos infláveis em ambientes aquáticos naturais, especialmente em locais sem a presença de guarda-vidas ou estrutura de segurança adequada.

Especialistas destacam que colchões infláveis, boias e itens semelhantes podem transmitir uma falsa sensação de segurança. Em áreas profundas ou sujeitas a correntes, ventos e variações inesperadas do fundo, esses objetos podem se tornar extremamente perigosos.

Autoridades reforçam que o uso desses equipamentos deve ocorrer com extrema cautela e, preferencialmente, sob supervisão de profissionais treinados. Em lagoas, rios e praias sem monitoramento, o risco de acidentes graves ou fatais aumenta consideravelmente.

Além da investigação das circunstâncias do acidente, o caso também deve servir como ponto de reflexão para pais e responsáveis quanto à necessidade de atenção redobrada em atividades de lazer aquático, mesmo quando realizadas em família.

Familiares, amigos e moradores da região lamentam profundamente a morte de Fabio, descrito como um adolescente alegre, carismático e muito querido por todos. Mensagens de pesar e solidariedade se multiplicaram nas redes sociais.

Em meio à dor, a tragédia deixa um alerta importante: o lazer em ambientes naturais exige responsabilidade, vigilância constante e respeito às condições do local. A perda precoce de Fabio reforça a importância da prevenção para que acidentes semelhantes não voltem a acontecer.

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