Câmera flagrou mulher em desespero antes de morrer após nadar em academia; caso serve de alerta

Ambientes fechados e com ventilação limitada exigem atenção redobrada no uso de produtos químicos, sobretudo em espaços com grande circulação de pessoas, como academias e centros esportivos. Substâncias amplamente utilizadas no tratamento de piscinas podem se tornar perigosas quando manipuladas de maneira inadequada ou em condições impróprias.

Recentemente, um episódio envolvendo uma jovem professora trouxe à tona os riscos desse tipo de situação e levantou questionamentos sobre a segurança em locais destinados ao lazer e à prática esportiva. Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, passou mal logo após sair de uma aula de natação em uma academia localizada na Zona Leste da capital paulista.

Imagens registradas por câmeras internas mostram a jovem com dificuldades para respirar, sendo amparada por outros frequentadores ainda com trajes de banho. Em seguida, ela foi retirada do local e encaminhada para atendimento médico, mas faleceu horas depois em um hospital de Santo André.

De acordo com a investigação conduzida pelo 42º Distrito Policial, a principal hipótese é de que a professora tenha inalado gases tóxicos liberados após uma mistura química realizada dentro do ambiente da piscina.

As gravações indicam que a substância teria sido preparada por um funcionário, que deixou um balde com o produto próximo à água antes de se ausentar. A estrutura fechada e a ventilação insuficiente do espaço podem ter contribuído para a concentração dos gases no ar, aumentando o risco de intoxicação.

Além de Juliana, outras quatro pessoas também foram afetadas, incluindo o marido da professora, que permanece internado em estado grave. Entre os atingidos está ainda um adolescente de 14 anos, que segue sob cuidados intensivos.

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Segundo as autoridades, o estabelecimento funcionava sem alvará e apresentava irregularidades estruturais, como problemas nas instalações elétricas. A academia foi interditada por falta de documentação e por não atender às exigências mínimas de segurança.

O caso acende um alerta importante sobre a necessidade de fiscalização rigorosa e do cumprimento das normas sanitárias e técnicas em ambientes coletivos. A manipulação de produtos químicos requer treinamento adequado, uso de equipamentos de proteção e protocolos claros para evitar acidentes.

Especialistas destacam que misturas indevidas de compostos utilizados em piscinas podem liberar gases altamente tóxicos, especialmente em locais fechados. Sem ventilação adequada, a exposição pode provocar sintomas como irritação respiratória, tontura, desmaios e, em situações mais graves, complicações fatais.

Casos como esse reforçam a importância da supervisão constante por parte dos órgãos competentes e da responsabilidade dos gestores desses espaços. Garantir segurança estrutural, documentação regularizada e profissionais capacitados é essencial para proteger a vida de crianças, jovens e adultos que frequentam esses ambientes diariamente.