Casal de namorados são assassinados a tiros dentro de casa; motivação ainda é um mistério

O Brasil enfrenta um cenário alarmante de violência, com milhares de registros anuais de invasões domiciliares, assaltos e homicídios que atingem famílias em todas as regiões do país.

Um caso recente ocorrido no norte da Bahia exemplifica essa realidade preocupante. Na noite de segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, um jovem casal foi brutalmente assassinado dentro da própria residência, localizada na Vila Santana, área urbana do município de Remanso.

As vítimas foram identificadas como Lucas Gabriel Santana Andrade, de 27 anos, e Juliana Rosa Ribeiro dos Santos, de 23. Segundo informações preliminares, criminosos invadiram o imóvel à força e efetuaram diversos disparos contra o casal.

Durante a invasão, em um momento de desespero, Lucas conseguiu entrar em contato telefônico com familiares para alertar sobre o ocorrido. A ligação foi o último contato feito pelo jovem antes do desfecho trágico.

Ao chegarem ao local, policiais encontraram os corpos das vítimas dentro da residência. Os indícios apontam que a ação foi rápida e violenta, sem chance de reação.

Equipes da Polícia Militar realizaram buscas ainda na mesma noite, percorrendo ruas e áreas próximas na tentativa de localizar os suspeitos, mas ninguém foi preso até o momento.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia Territorial de Remanso, que trabalha para identificar os autores do crime, esclarecer a motivação e reunir provas que contribuam para a elucidação do caso.

Familiares de Lucas relataram à polícia detalhes da ligação feita durante a invasão, reforçando que o jovem tinha consciência do risco iminente. Até o momento, não há informações sobre testemunhas ou registros de câmeras de segurança que tenham captado a ação dos criminosos.

A ausência de prisões mantém a população local em estado de alerta, enquanto as autoridades seguem colhendo depoimentos e analisando possíveis vestígios encontrados no imóvel.

Casos como esse evidenciam os desafios enfrentados pela segurança pública, especialmente em regiões menos centrais, onde o tempo de resposta pode ser determinante. A Polícia Civil também investiga se o crime pode ter ligação com outras ocorrências semelhantes registradas recentemente na região.