Caso Bacabal: Desaparecimento completa 1 mês; mãe das crianças faz desabafo e apelo comovente em vídeo
Crianças desapareceram no dia 4 de janeiro
A dor de uma mãe diante do desaparecimento de um filho é descrita como um sofrimento que não se compara a nenhuma outra experiência. A ausência sem explicações, a espera angustiante por notícias e a incerteza diária transformam a rotina em um ciclo contínuo de aflição, esperança e desespero.
Há um mês, essa realidade passou a fazer parte da vida de Clarice Cardoso, mãe dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4. As crianças desapareceram na zona rural de Bacabal, no Maranhão, e, desde então, a família enfrenta dias marcados pela falta de respostas e pelo medo constante.
De acordo com a Polícia Civil, o caso segue sob investigação de uma comissão especial, mas até o momento não surgiram pistas concretas sobre o paradeiro dos irmãos. Clarice relata que o sofrimento aumenta com o passar do tempo, alimentado pelo silêncio e pela ausência de informações que possam trazer algum alívio.
Sem qualquer novidade, a sensação é de estar presa a uma espera interminável. A avó das crianças também compartilha da mesma angústia e descreve o impacto emocional profundo que o desaparecimento causou em toda a família, que permanece abalada e sem conseguir retomar a rotina.
O último vestígio dos irmãos foi identificado por cães farejadores em uma cabana abandonada, conhecida na região como “casa caída”. O local fica a cerca de 3,5 quilômetros da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, onde as crianças moravam e foram vistas pela última vez, acompanhadas do primo Anderson Kauã.
Segundo o relato do menino, o grupo entrou na mata para colher maracujá e acabou se perdendo após mudar o trajeto. Desde então, uma ampla força-tarefa foi mobilizada para localizar os irmãos. Nos primeiros 20 dias, equipes percorreram mais de 200 quilômetros por terra e por água, incluindo áreas de mata fechada e trechos do rio Mearim.
As buscas envolveram policiais civis e militares, Corpo de Bombeiros, Exército, Marinha e voluntários, além do uso de drones, cães farejadores e equipamentos de varredura subaquática, em uma das maiores operações já realizadas na região.
Apesar do esforço intenso, o mistério em torno do desaparecimento permanece, aumentando a apreensão e a angústia de familiares e moradores da comunidade, que seguem mobilizados em correntes de oração e campanhas de apoio.
Especialistas ressaltam que as primeiras horas são decisivas em casos desse tipo, mas destacam que, mesmo após semanas, não se pode descartar nenhuma possibilidade, mantendo vivas as esperanças de um desfecho positivo.
Enquanto isso, a família continua vivendo entre a dor e a fé, aguardando que qualquer informação possa finalmente trazer respostas e, acima de tudo, a chance de reencontrar Ágatha e Allan.