Caso Bianca: mãe da menina enfrenta dificuldade para ver filha de 8 anos e faz um desabafo em vídeo

Por 15 dias, Mariane de Freitas viveu um pesadelo. Sua filha, Bianca, de apenas 8 anos, desapareceu sem deixar rastros após ser sequestrada pelo próprio pai, Anderson Rafael Hasse. O desespero tomou conta da mãe, que buscava respostas e temia pelo bem-estar da menina. Após semanas de incerteza, Anderson finalmente se entregou à polícia, mas a luta de Mariane estava longe de acabar: ela agora enfrenta dificuldades para rever a filha.

Nesta sexta-feira, 21 de março, Mariane tentou reencontrar Bianca no abrigo onde a menina está sob custódia, mas foi impedida de vê-la. Segundo informações da própria mãe, antes do reencontro, ela precisará comparecer ao Conselho Tutelar para que a liberação seja autorizada. O processo burocrático tem sido mais um obstáculo para Mariane, que não vê a filha desde o desaparecimento.

Bianca foi sequestrada no dia 1º de março, em Blumenau, Santa Catarina, e levada pelo pai para o Rio de Janeiro. Anderson ficou foragido até se apresentar à polícia no 11º Distrito Policial da Rocinha. Ao se entregar, ele alegou que teria fugido para proteger a filha de supostos abusos cometidos pelo avô materno. No entanto, Mariane contesta veementemente essa acusação e afirma que o ex-marido inventou essa versão para justificar o crime.

As investigações revelam que a fuga de Anderson foi cuidadosamente planejada. Meses antes do sequestro, ele vendeu bens pessoais, sacou cerca de R$ 60 mil em espécie e descartou o celular para dificultar o rastreamento. O desaparecimento só foi descoberto quando Mariane foi até a escola da filha e soube que a menina não havia comparecido às aulas. O comportamento calculado do pai levanta questionamentos sobre suas reais intenções e aumenta a preocupação em torno do bem-estar de Bianca.

A história gerou grande repercussão e levantou debates sobre a segurança das crianças em disputas parentais. Casos de sequestro por familiares são mais comuns do que se imagina e podem causar danos psicológicos irreparáveis às vítimas. Especialistas destacam que, mesmo quando há conflitos entre os pais, a proteção da criança deve ser prioridade absoluta, e qualquer suspeita deve ser tratada pelas autoridades de forma criteriosa.

Agora, a disputa judicial e emocional continua. A mãe de Bianca busca recuperar o tempo perdido e garantir a segurança da filha, enquanto o caso segue sendo analisado pelas autoridades. Enquanto isso, a expectativa é de que a menina possa retornar ao convívio familiar em um ambiente seguro e livre de novas turbulências.

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