Caso da brasileira encontrada morta em Portugal: foi essa a atitude que patroa teve logo após o crime

Uma reviravolta marcou o caso da brasileira encontrada sem vida em Portugal, trazendo novos detalhes que causaram forte comoção e chamaram a atenção do público.

O Ministério Público de Portugal divulgou informações perturbadoras sobre o assassinato da babá brasileira Lucinete Freitas, de 55 anos, ocorrido nos arredores de Lisboa. A vítima trabalhava como cuidadora e havia se mudado para o país europeu há poucos meses em busca de melhores condições de vida.

Segundo as investigações, a principal suspeita do crime é a patroa de Lucinete, também brasileira, que já se encontra presa. Após o assassinato, a mulher teria utilizado o celular da vítima para enviar mensagens falsas à família, numa tentativa de simular que Lucinete ainda estava viva. Essa foi a atitude tomada logo após o crime.

O objetivo da suspeita era forjar uma suposta viagem da babá para a região do Algarve, no sul de Portugal, a fim de evitar que o desaparecimento levantasse suspeitas imediatas enquanto o corpo permanecia escondido.

As apurações indicam que o crime ocorreu no dia 5 de dezembro. Na ocasião, a patroa teria levado Lucinete até um local isolado, onde a matou com golpes violentos na cabeça utilizando um bloco de concreto. Para ocultar o cadáver, a agressora recorreu ao uso de entulho em uma área de mata.

Natural de Aracoiaba, no Ceará, Lucinete estava em Portugal havia apenas sete meses e trabalhava cuidando do filho da suspeita. O marido da vítima, José Teodoro Jr., relatou que passou a desconfiar da situação ao perceber que as mensagens eram visualizadas, mas as ligações não eram atendidas, reforçando a suspeita de que outra pessoa estivesse manipulando o aparelho.

De acordo com o Ministério Público português, a relação entre as duas mulheres era marcada por conflitos. Diante das evidências reunidas, a patroa foi indiciada por homicídio qualificado, profanação de cadáver, detenção de arma proibida e falsidade informática.

No Brasil, esses crimes correspondem a tipificações como ocultação de cadáver e falsidade ideológica. A família de Lucinete, residente em Fortaleza, enfrentava planos de mudança para a Europa em 2026, agora interrompidos pela tragédia e pelos trâmites legais entre os dois países.

A Polícia Municipal de Amadora, em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, acompanha o caso, que segue sob segredo de justiça em Portugal para o aprofundamento das investigações.

O crime gerou forte repercussão entre brasileiros que vivem no exterior, reacendendo debates sobre a vulnerabilidade de trabalhadores imigrantes e a necessidade de redes de apoio mais eficazes para quem busca oportunidades fora do país.

Familiares e amigos aguardam, com angústia, os procedimentos necessários para a liberação do corpo, que poderá ser repatriado ou sepultado em território português, conforme decisão da família.

Enquanto isso, a acusada permanece em prisão preventiva, à espera do julgamento pelas autoridades portuguesas, enquanto a família de Lucinete busca justiça e tenta lidar com a dor causada por uma perda brutal e irreparável.

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