Conheça o secretário que matou os próprios filhos e tirou a própria vida em seguida

O caso que abalou Itumbiara e repercutiu em todo o Brasil segue cercado de perplexidade e questionamentos. A morte de duas crianças e do próprio pai, figura conhecida na política local, provocou uma onda de consternação que ultrapassou os limites do município no sul de Goiás, colocando Itumbiara no centro das atenções nacionais.

Thales Machado, de 40 anos, era secretário de Governo da cidade e genro do prefeito Dione Araújo (UB). Atuante na administração municipal, ele circulava com influência nos bastidores políticos e mantinha presença constante em eventos públicos e agendas institucionais.

Fora do ambiente político, costumava compartilhar nas redes sociais momentos em família, especialmente registros ao lado dos filhos. Na última quarta-feira, 11 de fevereiro, no condomínio onde morava, Thales atirou contra os dois meninos — Miguel, de 12 anos, e Benício, de 8 — e, em seguida, tirou a própria vida.

Miguel foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho, mas morreu pouco depois de dar entrada na unidade. Benício passou por cirurgia e foi internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Estadual de Itumbiara, São Marcos, porém não resistiu aos ferimentos e faleceu horas depois.

Horas antes da tragédia, o secretário havia publicado um vídeo ao lado dos filhos, acompanhado da mensagem: “Que Deus abençoe sempre meus filhos. Papai ama muito”. Também teria divulgado um texto posteriormente apagado, no qual mencionava enfrentar uma crise conjugal e afirmava estar emocionalmente fragilizado.

Torcedor declarado do Clube de Regatas do Flamengo, Thales frequentemente aparecia em fotos com os filhos vestindo a camisa do time, inclusive em viagens ao Rio de Janeiro para assistir partidas no Estádio do Maracanã. A rotina familiar exposta nas redes sociais contrastou de forma dolorosa com o desfecho trágico do caso.

A Polícia Civil de Goiás informou que o episódio é investigado como homicídios consumados seguidos de autoextermínio, sem indícios, até o momento, de participação de terceiros. A escola onde Miguel estudava divulgou nota de pesar, manifestando solidariedade à família e aos colegas profundamente abalados.

Enquanto as investigações avançam, a cidade tenta assimilar o impacto de um episódio que deixou marcas profundas na comunidade. O caso também reacende reflexões sobre saúde emocional, conflitos familiares e a importância de buscar apoio em momentos de sofrimento intenso.

Se você ou alguém que você conhece está enfrentando dificuldades emocionais ou pensamentos autodestrutivos, procure ajuda. No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente pelo número 188, 24 horas por dia, com apoio sigiloso e voluntário.