Criança de 10 anos morre e outras 4 ficam feridas em grave incidente em playground

O caso ocorreu na tarde da última terça-feira, 17 de fevereiro. A manutenção preventiva em espaços frequentados por crianças é fundamental para assegurar proteção e tranquilidade às famílias. Ambientes de lazer exigem acompanhamento constante, com inspeções técnicas criteriosas, justamente para evitar riscos ocultos capazes de comprometer estruturas e colocar vidas em perigo.

Quando esse cuidado não é adotado de forma adequada, as consequências podem ser devastadoras. Foi o que aconteceu em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Uma estrutura de madeira instalada no playground de um condomínio residencial desabou sobre crianças que brincavam no local.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, um pergolado caiu repentinamente, deixando vítimas presas sob os destroços. Entre elas estava Lorraine Rabelo, de 10 anos, que sofreu parada cardiorrespiratória e, apesar das tentativas de reanimação, não resistiu.

Segundo o pai da menina, o caminhoneiro Sérgio Rabelo Leite, Lorraine havia descido para brincar com o irmão e amigos quando o acidente aconteceu. O relato emocionado expõe a dor da família e a perplexidade diante de uma tragédia ocorrida em um espaço que deveria representar lazer e segurança.

Outras quatro crianças também foram atingidas. Uma delas sofreu trauma na região da bacia, enquanto as demais tiveram ferimentos considerados leves.

Duas meninas foram encaminhadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Vespasiano. Não foram divulgadas informações atualizadas sobre o estado de saúde das vítimas levadas para outras unidades.

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A Polícia Civil de Minas Gerais informou que a perícia esteve no condomínio para apurar as circunstâncias do desabamento. A investigação buscará esclarecer se houve falha estrutural, desgaste do material ou ausência de manutenção adequada. Até o momento, a construtora responsável pelo empreendimento, LBX, não se pronunciou.

O episódio reacende o debate sobre a responsabilidade de síndicos, administradoras e construtoras na conservação de áreas comuns. Estruturas como pergolados, brinquedos e coberturas precisam passar por avaliações periódicas, com laudos técnicos que atestem suas condições de uso.

Especialistas em engenharia civil destacam que materiais expostos ao tempo, como madeira, exigem atenção redobrada, já que fatores como umidade, infiltrações e desgaste natural podem comprometer a resistência ao longo dos anos.

Mais do que uma obrigação legal, a manutenção preventiva é um compromisso com a vida. Espaços destinados à alegria e à convivência infantil devem ser sinônimo de segurança — e cada falha nesse cuidado pode resultar em consequências irreparáveis para famílias inteiras.