Depois de sofrer ataque de rottweilers, garoto de 12 anos tem morte confirmada, após lutar bravamente por sua vida

O caso chocou a população de uma cidade mineira.

A tragédia envolvendo o garoto Guilherme Gabriel Couto, de 12 anos, chegou a um desfecho doloroso neste domingo. Após dias de internação em uma unidade hospitalar situada na cidade de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, foi confirmada sua morte cerebral no início da tarde, após a realização de exames para atestar o óbito encefálico.

A informação foi repassada por um familiar próximo do menino, que estava hospitalizado desde a madrugada da última quarta-feira, após ser brutalmente atacado por dois cães da raça rottweiler.

O ataque aconteceu em Itabira, localizada na Região Central do estado mineiro, enquanto Guilherme jogava bola em um lote vago. Os cães escaparam da residência dos tutores por meio de um buraco na cerca e avançaram contra a criança de maneira violenta.

O garoto sofreu ferimentos graves na perna, costela e braço, além de um corte profundo no pescoço e uma perfuração que atingiu uma veia, comprometendo ainda mais sua condição de saúde.

Assim que o ataque ocorreu, moradores da região agiram rapidamente e socorreram Guilherme, levando-o para o pronto-socorro local. No entanto, devido à gravidade das lesões, ele precisou ser transferido para o Hospital João XXIII, referência no estado para casos de emergência e traumas.

No hospital, passou por uma cirurgia, mas permaneceu desacordado, respirando com a ajuda de aparelhos desde o dia do ataque. A notícia da morte cerebral causou grande comoção entre familiares, amigos e moradores da cidade.

O caso também reacendeu debates sobre a responsabilidade dos tutores de cães de grande porte e a necessidade de medidas preventivas para evitar ataques como esse. Autoridades locais devem investigar as circunstâncias da fuga dos animais e possíveis medidas legais contra os responsáveis.

O episódio reforça a importância da conscientização sobre a posse responsável de animais, especialmente aqueles considerados de comportamento territorialista e forte instinto de proteção.

O caso segue sob apuração, enquanto a comunidade se despede de Guilherme, lamentando profundamente a perda precoce de uma vida tão jovem. Não há informações sobre o velório e sepultamento da criança.

A tragédia despertou uma onda de solidariedade, com moradores da cidade organizando homenagens e vigílias em memória de Guilherme. Mensagens de apoio à família e pedidos por justiça foram compartilhados amplamente nas redes sociais, evidenciando o impacto do caso na comunidade.

Especialistas em comportamento animal reforçam a necessidade de cercas reforçadas e medidas de segurança para evitar que cães de grande porte tenham acesso à rua sem supervisão. Além disso, alertam para a importância do treinamento e socialização dos animais desde filhotes, reduzindo os riscos de ataques inesperados.

Enquanto as investigações prosseguem, o episódio levanta questionamentos sobre a legislação vigente para tutores de cães considerados potencialmente perigosos. Projetos de lei que endurecem as regras para criação e circulação desses animais voltam a ser discutidos, diante da comoção causada pela perda de uma criança de apenas 12 anos.

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