Filho tira a vida da própria mãe no DF e confessa para avó: ‘Para que você fez isso…’
Amigos e familiares se reuniram para se despedir de Maria Elenice de Queiroz, de 61 anos, vítima de um crime brutal cometido pelo próprio filho no Distrito Federal. Novos detalhes sobre o caso vieram à tona e seguem causando forte comoção.
A comunidade do Guará, no Distrito Federal, foi profundamente abalada pela morte trágica da empreendedora, que era amplamente conhecida, respeitada e querida na região. Maria Elenice atuava na área de nutrição e era lembrada pelo carinho com que tratava todos ao seu redor.
O crime aconteceu na noite da última terça-feira, 20 de janeiro, dentro do apartamento da família, localizado no Polo de Modas. Segundo as investigações, Maria Elenice foi atingida por um golpe de faca no pescoço, desferido pelo próprio filho.
O autor foi identificado como Vinícius de Queiroz Nogueira Dourado, de 23 anos, estudante de economia da Universidade de Brasília (UnB). Ele foi preso em flagrante pela Polícia Militar ainda no local do crime.
De acordo com as autoridades, o comportamento do jovem chamou a atenção pela frieza. Após o ataque, Vinícius foi encontrado sentado no sofá do apartamento, agindo de forma tranquila, mesmo após ter cometido o homicídio.
A repercussão nas redes sociais evidenciou o legado de bondade deixado por Maria Elenice. Amigos, familiares e colegas de trabalho a descreveram como uma pessoa alegre, generosa e extremamente agradável no convívio diário.
Relatos de pessoas próximas, entre elas profissionais da área da saúde e do marketing que conviviam com a empresária, destacam que a vítima era uma pessoa de “luz”, que dedicava parte de sua vida a ajudar tanto pessoas quanto animais. Uma afilhada chegou a descrevê-la como a melhor pessoa que já conheceu, reforçando o sentimento de perda irreparável.
O desdobramento do crime ganhou contornos ainda mais chocantes com o depoimento da avó do autor, que estava no imóvel no momento da tragédia. Segundo ela, Vinícius confessou o crime logo após sair do quarto, afirmando ter matado a própria mãe e atribuindo o ato a um “surto”.
A família relatou ainda que o jovem enfrenta um quadro de depressão profunda e vinha fazendo uso irregular de medicamentos controlados. A avó afirmou que, até então, ele nunca havia demonstrado comportamentos agressivos ou se envolvido em discussões graves dentro de casa.
Em estado de choque, a avó questionou o neto: “Meu filho, para que você fez isso com a pessoa que mais te ama?”. De forma direta, ele confirmou o crime, deixando os familiares devastados.
O caso está sob responsabilidade da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), que segue conduzindo as investigações para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio e avaliar possíveis agravantes.
Além disso, a tragédia reacendeu debates sobre a importância do acompanhamento adequado de pessoas que enfrentam transtornos psicológicos, especialmente quando há interrupção no uso de medicamentos prescritos.
Moradores da região do Guará também se mobilizaram em mensagens de solidariedade à família, destacando a importância de Maria Elenice para a comunidade local e lamentando a forma violenta e inesperada como sua vida foi interrompida.
O velório e o sepultamento da empresária reuniram dezenas de pessoas, que prestaram as últimas homenagens em clima de profunda dor, reforçando o impacto deixado por sua trajetória e o vazio causado por sua perda.