Homem tira a vida da companheira e da própria filha de 2 anos em MG; mãe e filha estavam abraçadas

Caso aconteceu nesta última terça-feira, dia 3 de fevereiro

Casos de violência doméstica muitas vezes começam de forma silenciosa, restritos ao ambiente familiar, mas podem evoluir rapidamente para situações de extrema gravidade. Quando não há intervenção a tempo, o lar, que deveria ser um espaço de proteção, transforma-se em cenário de tragédias que chocam comunidades inteiras.

Foi nesse contexto que um crime de grande impacto foi registrado nesta terça-feira, dia 3 de fevereiro, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. Um homem de 24 anos foi preso após confessar o assassinato da companheira, de 25 anos, e da filha do casal, uma criança de apenas 2 anos.

O caso ocorreu no bairro Santa Rita de Cássia e mobilizou forças de segurança e moradores da região. Segundo a Polícia Militar, equipes foram acionadas após vizinhos relatarem gritos intensos e pedidos de socorro vindos de uma residência localizada na Rua Caetano Pinto.

Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o suspeito acompanhado do padrasto. Ele informou que a mulher e a criança estavam sem vida no quintal da casa. Nos fundos do imóvel, os corpos de Larissa Maria de Oliveira e da pequena Maria Fernanda Oliveira Gomes foram localizados.

As vítimas estavam abraçadas e apresentavam diversos ferimentos provocados por objeto cortante. A cena causou forte comoção entre os moradores da rua, que acompanharam, consternados, a movimentação das viaturas e das equipes periciais durante o atendimento da ocorrência.

Inicialmente, o homem tentou atribuir a autoria do crime a um conhecido com quem teria desavenças. No entanto, ao longo do depoimento, passou a apresentar versões contraditórias, até que acabou confessando a autoria das mortes.

De acordo com a polícia, o suspeito citou conflitos no relacionamento, episódios de ciúmes e dúvidas em relação à paternidade da criança. Testemunhas relataram ter ouvido choro e pedidos desesperados de ajuda momentos antes de o silêncio tomar conta da residência.

O caso é investigado pela Polícia Civil como feminicídio e homicídio de criança, reforçando o alerta para a gravidade da violência no ambiente doméstico e a urgência de ações preventivas.

A tragédia gerou forte repercussão em Mariana, provocando manifestações de indignação, luto e pedidos por justiça, tanto nas ruas quanto nas redes sociais. Moradores se mobilizaram em solidariedade aos familiares das vítimas.

Especialistas ressaltam que o enfrentamento da violência doméstica passa pela identificação precoce de sinais de risco, pelo fortalecimento das redes de apoio e pela ampliação dos canais de denúncia, capazes de interromper ciclos de agressão antes que se tornem fatais.

Enquanto as investigações prosseguem, a comunidade permanece em estado de choque, unida pela dor e pelo clamor por medidas eficazes que impeçam que tragédias como esta voltem a se repetir.