Homem tira a vida da própria mãe em Juiz de Fora

Uma amiga da família que estava no local também foi morta. A tragédia registrada em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira (2), com a confirmação da morte de uma mulher de 63 anos, que permanecia internada em estado gravíssimo no Hospital de Pronto Socorro (HPS) da cidade.

A vítima havia sido atingida por disparos de arma de fogo na cabeça na última sexta-feira (30) e, desde então, recebia cuidados intensivos da equipe médica. Apesar de todos os esforços realizados, ela não resistiu às graves lesões, elevando ainda mais a comoção em torno do caso.

No mesmo dia do ataque, uma amiga da família, de 57 anos, também foi baleada na cabeça e morreu ainda no local. Ambas foram vítimas de um atentado cometido por um homem de 38 anos, filho da idosa, que acabou preso em flagrante pela Polícia Militar.

Após o crime, o suspeito fugiu em um automóvel, mas foi localizado e detido no distrito de Torreões, zona rural de Juiz de Fora. Com ele, os policiais apreenderam a arma utilizada no ataque, um revólver, que foi encaminhado para perícia.

De acordo com a Polícia Militar, o homem teria invadido a residência armado e efetuado diversos disparos contra as duas mulheres. As primeiras informações indicavam que o crime poderia ter sido motivado por um conflito familiar relacionado à divisão de herança, após o falecimento do pai do autor.

No entanto, a defesa do acusado contesta essa versão inicial e afirma que ainda é prematuro apontar motivações, ressaltando que o caso se encontra em fase inicial de apuração. O inquérito está sob responsabilidade da Polícia Civil de Juiz de Fora, que segue colhendo depoimentos e reunindo provas para esclarecer completamente as circunstâncias do crime.

O suspeito permanece preso e à disposição da Justiça. Enquanto isso, familiares, amigos e moradores da região tentam compreender a violência do ocorrido, que abalou profundamente a comunidade local. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre os velórios e sepultamentos das vítimas.

Casos como esse evidenciam a importância de intervenções preventivas em conflitos familiares, bem como o fortalecimento de redes de apoio psicológico e social, capazes de oferecer suporte antes que situações extremas se concretizem.


Moradores relataram momentos de pânico e desespero no momento dos disparos, com vizinhos tentando prestar socorro às vítimas enquanto aguardavam a chegada das equipes de emergência. O clima no bairro foi marcado por silêncio, choque e consternação.


Nas redes sociais, diversas mensagens de solidariedade foram publicadas em homenagem às vítimas, com pedidos de justiça e reflexões sobre a gravidade da violência dentro do próprio ambiente familiar.


A comoção gerada pelo caso também reacende o debate sobre saúde mental, mediação de conflitos e acesso a acompanhamento psicológico, apontados por especialistas como ferramentas essenciais para prevenir desfechos trágicos em situações de tensão prolongada.