Identificada a bombeira civil de 31 anos que perdeu a vida em ataque de ex-parceiro
O caso ocorreu no último sábado, dia 3 de janeiro, e mais uma vez evidencia o grave problema dos feminicídios no Brasil, um crime que representa a face mais cruel da violência de gênero. Em 2025, mais de mil mulheres foram assassinadas por parceiros ou ex-companheiros, e o início de 2026 já registra novos casos que chocam a população.
Em Guaíba (RS), uma bombeira civil de 31 anos, identificada como Gislaine, foi assassinada a facadas dentro de sua própria casa, crime que, segundo a polícia, foi cometido pelo ex-companheiro. A vítima era reconhecida por sua dedicação à profissão e à família, além de ser descrita por amigos e colegas como alegre, estudiosa e apaixonada pelo filho de 10 anos.
O corpo de Gislaine foi encontrado após vizinhos e familiares notarem mensagens estranhas enviadas de seu celular. Segundo o delegado Fabiano Berdichevski, as mensagens pareciam uma tentativa de simular um suicídio, mas apresentavam trechos confusos, indicando que provavelmente não foram escritas por ela. Quando a Brigada Militar chegou ao imóvel, precisou arrombar a porta e constatou que Gislaine já havia sido morta, apresentando sete ferimentos de faca.
O suspeito foi encontrado na residência, fingindo estar desacordado, e levado a um hospital, onde os exames comprovaram que não possuía ferimentos compatíveis com a versão apresentada. Após receber alta, ele foi preso em flagrante.
Amigos e familiares relataram que o relacionamento havia terminado recentemente e que Gislaine sofria violência psicológica, enfrentando comportamento ciumento e controlador por parte do ex-companheiro. Apesar disso, a vítima não havia registrado boletins de ocorrência nem solicitado medidas protetivas.
Gislaine cursava faculdade na área de segurança do trabalho e sonhava com novas oportunidades profissionais. Seu corpo foi velado em São Gabriel, sua cidade natal, e sepultado na manhã desta segunda-feira, dia 5 de janeiro.
O caso é investigado como feminicídio consumado e reforça a urgência de denunciar sinais de abuso. Autoridades lembram que qualquer pessoa pode acionar a Central de Atendimento à Mulher pelo número 180, disponível 24 horas por dia, garantindo sigilo e orientação imediata. Além disso, o episódio evidencia a importância de políticas públicas de prevenção, educação e acompanhamento a vítimas de violência doméstica, para que tragédias como essa sejam evitadas.
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