Identificada a empresária encontrada morta e com a boca cheia de moedas
Um crime que deixou a comunidade local em choque está sendo investigado pelas autoridades em São Vicente, no litoral de São Paulo. A morte de uma empresária de 34 anos apresenta indícios que apontam para um possível homicídio e levanta questionamentos sobre violência em contextos de relações conflituosas.
Bárbara Denise Folha de Oliveira foi encontrada morta em seu apartamento, no bairro Samaritá, na tarde da última terça-feira, 20 de janeiro. A cena chamou a atenção dos investigadores devido a elementos considerados incomuns presentes no local.
De acordo com a Polícia Civil, moedas foram encontradas dentro da boca da vítima e espalhadas pelo chão do quarto. Próximo ao corpo também havia um cigarro aparentemente de maconha entre os dedos da empresária, além de uma caixa de alianças e garrafas de bebida, todos itens agora incorporados ao conjunto de provas.
O corpo estava estendido no chão do quarto e apresentava marcas visíveis de lesões, além de vestígios de sangue no rosto, na cama, nos lençóis e no travesseiro. Embora a causa da morte ainda não tenha sido oficialmente confirmada, os sinais iniciais reforçam a suspeita de morte violenta.
O principal suspeito do crime é o ex-marido de Bárbara, Manoel Ferro de Melo, com quem ela teve um filho de 14 anos. Segundo relatos da família da vítima, ele esteve no apartamento dias antes do ocorrido, fato que passou a ser considerado relevante para a investigação.
A mãe e o irmão da empresária informaram à polícia que o relacionamento entre os dois era marcado por conflitos frequentes e que Bárbara não demonstrava interesse em reatar a relação. Vizinhos também relataram episódios de desentendimentos, reforçando a linha de apuração adotada pelas autoridades.
Manoel Ferro de Melo foi preso na madrugada de quinta-feira, 22 de janeiro, na Zona Leste da capital paulista, na residência de familiares. Ele foi localizado por equipes da Delegacia de Defesa da Mulher de São Vicente e conduzido de volta à Baixada Santista para prestar esclarecimentos.
A Secretaria de Segurança Pública informou que exames periciais foram solicitados ao Instituto Médico Legal e ao Instituto de Criminalística, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias exatas da morte e confirmar a causa do óbito.
O caso reacende o debate sobre a violência que pode persistir mesmo após o término de relacionamentos, especialmente quando há histórico de conflitos. Especialistas alertam que situações desse tipo exigem atenção e acompanhamento preventivo.
Familiares e amigos aguardam respostas enquanto tentam lidar com a perda repentina. A comoção na comunidade reflete o impacto de um crime que ocorreu dentro de um ambiente que deveria representar segurança.
A investigação segue em andamento, e a polícia destaca que a análise detalhada das provas e depoimentos será fundamental para a elucidação completa dos fatos e para a responsabilização dos envolvidos.