Identificados mãe e filho encontrados mortos em pousada de Maragogi (AL)

Momentos de descanso em destinos turísticos costumam ser associados à tranquilidade, ao lazer e à convivência familiar, especialmente durante o período de férias escolares. Regiões litorâneas recebem visitantes de diferentes partes do país justamente pela promessa de segurança e bem-estar. No entanto, situações inesperadas podem interromper essas experiências e levantar questionamentos sobre a estrutura e os cuidados adotados em locais de hospedagem.

No último domingo (4), uma mulher de 39 anos e o filho dela, de 11, morreram enquanto estavam na área da piscina de uma pousada em Maragogi, no Litoral Norte de Alagoas. O caso chocou turistas e moradores da região e passou a ser investigado pelas autoridades locais.

As vítimas foram identificadas como Luciana Klein Helfstein e Arthur Klein Helfstein Alves, moradores da cidade de São Paulo. Eles viajavam para aproveitar dias de descanso e estavam hospedados na pousada acompanhados do companheiro de Luciana, que também participava da viagem.

Inicialmente, a principal suspeita era de afogamento. No entanto, essa hipótese foi descartada após exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), que identificaram a presença de corrente elétrica nos corpos das vítimas. A constatação mudou o rumo das investigações e levantou suspeitas sobre possíveis falhas na rede elétrica do local.

De acordo com informações repassadas à Polícia Civil, o casal havia percebido anteriormente um problema no chuveiro elétrico do quarto onde estavam hospedados. Enquanto o companheiro de Luciana foi até a administração da pousada em busca de ajuda, ela e o filho seguiram para a área da piscina.

Ao perceber a demora no retorno dos dois, o homem decidiu procurá-los e os encontrou desacordados dentro da piscina. Com o auxílio de outros hóspedes, ele tentou prestar socorro imediato até a chegada das equipes de emergência. O Corpo de Bombeiros foi acionado e encaminhou mãe e filho para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, onde as mortes foram confirmadas.

Posteriormente, peritos criminais, incluindo um especialista em engenharia elétrica, realizaram uma vistoria minuciosa na pousada. O laudo técnico ainda será concluído dentro do prazo legal e deverá apontar se havia falhas na instalação elétrica e o que pode ter provocado a descarga que atingiu as vítimas.

Luciana trabalhava como motorista de aplicativo e vivia com o filho e uma irmã na capital paulista. Ela deixa familiares, além do companheiro. O sepultamento de mãe e filho ocorreu em São Paulo, reunindo parentes e amigos em um momento de profunda comoção.


O caso trouxe à tona preocupações sobre a segurança elétrica em áreas comuns de hotéis e pousadas, especialmente em locais com grande circulação de pessoas, como piscinas e espaços de lazer.


Especialistas alertam que falhas na aterragem elétrica, equipamentos mal instalados ou falta de manutenção periódica podem representar riscos graves, muitas vezes imperceptíveis aos hóspedes.


A tragédia reforça a necessidade de fiscalização rigorosa e manutenção preventiva em instalações elétricas, como forma de garantir a segurança dos visitantes e evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer em destinos turísticos do país.

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