Identificados pai, madrasta, irmãs e sobrinho que foram brutalmente assassinados em Juiz de Fora
O crime ocorrido na última quarta-feira, dia 7 de janeiro, chocou a região de Juiz de Fora, em Minas Gerais, e ainda provoca perplexidade entre moradores e autoridades. Na manhã daquele dia, uma família inteira foi encontrada morta em um conjunto de casas localizado na Rua Rita Monteiro, no bairro Santa Cândida.
As vítimas eram conhecidas na comunidade pela vida discreta, tranquila e pela forte união familiar, o que tornou o caso ainda mais difícil de compreender. A violência e o silêncio que cercaram o episódio causaram profundo impacto na vizinhança.
Entre os mortos estão João Batista Fernandes Souza, de 74 anos, pastor evangélico aposentado; sua esposa, Neide Fernandes de Faria Souza, de 63; as filhas do casal, Mônica dos Santos Souza, de 47, e Rachel dos Santos Souza, de 44; além do neto, Gabriel Souza Costa, de apenas cinco anos. Todos foram assassinados a facadas dentro das residências onde viviam juntas.

O autor do crime foi identificado como Jonathas dos Santos Souza, de 42 anos, filho, irmão e tio das vítimas. Ele confessou os assassinatos às autoridades. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Jonathas surpreende uma das irmãs ao abrir o portão para sair de casa, a ataca e, em seguida, invade o imóvel.
De acordo com as investigações, o homem percorreu todos os cômodos das casas, atacando cada membro da família. O pai, João Batista, foi encontrado morto em seu quarto, onde estava deitado no momento da agressão.
Após cometer o crime, Jonathas retornou ao apartamento onde morava e foi preso em flagrante pela Polícia Militar. No local, os policiais encontraram as facas utilizadas no ataque, além de roupas sendo lavadas, possivelmente na tentativa de eliminar vestígios. Segundo os investigadores, o suspeito afirmou não estar arrependido e declarou que “fez o que tinha que fazer”.
Familiares relataram à polícia que Jonathas vinha apresentando comportamento estranho há cerca de um ano, com episódios de isolamento, irritação e mudanças repentinas de atitude. Apesar das suspeitas de possíveis transtornos mentais, não há, até o momento, laudo médico que comprove qualquer diagnóstico.
A Delegacia de Homicídios de Juiz de Fora segue investigando as motivações do crime e aguarda a conclusão de laudos periciais que possam ajudar a esclarecer as circunstâncias do ataque.
O caso gerou forte comoção na cidade, que ainda tenta assimilar a dimensão da tragédia. Moradores do bairro relataram surpresa e incredulidade diante da violência, especialmente por se tratar de uma família conhecida pela convivência pacífica.
Especialistas destacam que crimes cometidos dentro do ambiente familiar costumam envolver fatores complexos, como conflitos internos, sofrimento psicológico e ausência de acompanhamento adequado, o que reforça a importância de atenção à saúde mental.
Enquanto as investigações continuam, a tragédia deixa um alerta sobre a necessidade de identificação precoce de sinais de sofrimento emocional e de fortalecimento das redes de apoio, para evitar que situações silenciosas evoluam para desfechos irreversíveis.
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